Relato 1ª reunião de discussão do Projeto Político Pedagógico do grupo
25/04/2009 - na Granja
Estavam presentes:
grupo das crianças (Gabi, Joãozinho, Bruninho, Andrea, Bia, Pilar, Natasha, Raquel)
grupo das crianças e EJA (Maria Emília e Ana Maria)
EJA: (Tira, João Manoel, Rodrigão, Nara)
Jornal: (Luma, Ana Elisa, Tati)
Oziel: (Érico, Denis, Jéssica, Marília, João Barison)
22 pessoas.
Foram definidos eixos a serem discutidos em grupos menores, com uma pessoa de cada frente, para que a discussão fosse mais produtiva.
Teríamos uma hora para a discussão em grupos menores e uma hora para a sociabilização dessas discussões.
Resolvemos só discutir os dois primeiros eixos nessa reunião, e deixar os dois últimos para discutir numa próxima reunião (PROPOSTA PARA O DIA 30/05)
EIXOS:
1 - Conjuntura
- MST / ponte para discussão mais ampla, nacional / histórico
- relação Universidade / Movimentos Sociais
(por que o MST, por que Educação Popular)
2 - Educação Popular e Organização Popular
- princípios educacionais do MST
- formas de organização
3 - Eixo Metodológico
- princípios pedagógicos
relação com o movimento
integração com a comunidade
4 - Principais problemas
****** o que segue são pontos discutidos por cada grupo e depois socializados, como são pontos pegados por alto no meio da discussão, talvez fique um pouco confuso em algumas partes.
GRUPO 1
Andrea, natasha, Maria Emília, João Manoel, Denis e Marília
1)Conjuntura
a) estudante/universidade
- movimento estudantil enfraquecido
- MST: ligação com movimento popular e político que o movimento estudantil não compreende, através de ações mais concretas
- opção de trabalhar com educação popular é uma opção política
- trabalhar com militantes ou movimento popular organizado
- frustração política com a esquerda brasileira e com a lógica dos partidos
crise neoliberal anterior
e crise da educação atual
- ELs não nos preparam como professores, buscar trabalhar com educação fora da Universidade é tb formativo
b)MST
- relação dos estudantes com o MST
conhecimento das demandas do movimento = educação popular
- discussão pós ocupação
aproximação dos estudantes com movimentos populares MST, MAB, sem teto, fábricas ocupadas
- receptividade do MST
- identidade com o MST
- apoio às práticas do movimento (contestação da propriedade privada)
- MST na esquerda brasileira - representa as demandas de uma nova cultura ´política dos estudantes
MST surgiu na década de 80, junto com vários outros movimentos sociais, e é o único que não debandou para o neoliberalismo
c) histórico Elizabeth
- Campinas
eixo metropolitano - regional MST
- ocupação urbana e articulação sindical - pouca base
Milton Santos 2004
Elizabeth maio/2007 com reocupação em nov/2007
- terra da União 'apropriada' pela prefeitura
- relação entre estudantes e ocupação
- vazio político, trabalho de base por fazer
- esvaziamento de militância política
- oposição interna à militância
d) Conjuntura - Resultado
- educação popular: papel na formação de militância
- surgimento do grupo de militância juvenil
- reaproximação com a militância regional
2) Educação Popular
- ação política
- internalização de uma nova cultura política
- transformar a forma de contrução do conhecimento dentro da Universidade
- repensar o movimento estudantil a partir das práticas de educação popular
- educação popular como maneira específica de inserção num movimento organizado, forma de ação política
GRUPO 2
Nara, Ana Maria, Joãozinho, Luma, Raquel, Érico
- relação com o movimento
muito da nossa contribuição é teórica
demanda do próprio movimento, explicitada pelos militantes, que mostram a necessidade de uma aproximação com as teorias, com a academia.
- por que estudantes saem do movimento estudantil e vão em busca de movimentos sociais?
- necessidade de voltar à Universidade (se é que saímos dela), olhar novamente, aproveitar o que ela pode nos oferecer
- qual é a característica de uma ocupação organizada por um movimento social?
- caráter de uma ocupação no movimento social hoje.
- educação popular: organização horizontal
- necessidade urgente de incorporação de práticas da educação popular no nosso cotidiano de grupo
(nas reuniões, na sociabilização de projetos, problemas, informações)
- educação popular como filosofia de vida
GRUPO 3
Tira, Pilar, Bia, Jéssica e Tati
- perguntas a serem respondidas
quem somos, de onde viemos, para onde vamos, por que começamos, por que o MST, por que educação popular......
- o que significa a Universidade
concepção desenvolvimentista, elitista
pólo tecnológico
- movimentos funcionários, professores e estudantes
corporativismo
demandas amplas, muitas vezes descoladas da realidade mais próxima
- necessidade de romper o isolamento corporativista da Universidade, de aumentar o contato da Universidade com a realidade (intervir de que forma?)
- a Universidade agrega valor, por isso a necessidade de aproximação dos movimentos sociais com a Universidade
- projeto político da Universidade é hegemônico
a configuração política nacional tem sua base em Universidade paulistas
USP: PSDB (FHC)
UNICAMP: PT (Dilma e Mercadante)
grupos intelectualizados pequeno-burgueses
- greve estudantil de 2007
marco
frustração com o movimento estudantil, com a Universidade
vontade de sair, encontrar outros meios de transformação social
o que culmina com o chamado do MST, para a reocupação do Acampamento Elizabeth Teixeira, que permite uma reaproximação do que era o grupo Universidade Popular com o MST
- interesse da Universidade na formação de pesquisadores, não forma bons professores
ELs não capacitam
procurar um tipo de formação que a Universidade não fornece, se aliando a movimento sociais, e estudando educação popular
escola pública, formação de merda
- não queremos reproduzir esse sistema que já sabemos ser falido, por isso educação popular
educandos como sujeitos
formação política
reflexão
- precarização da Universidade
ensino à distância, sucateamento
-viés humanista sendo atropelado pelo viés tecnicista
- isso dentro de um movimento mais amplo de precarização, proletarização da classe média
falta perspectiva
alguns se tornam trabalhadores assalariados sem perspectiv
outros buscam saídas se aliando a movimentos sociais
- procurar o movimento: relação epistemológica
- relação com o MST
o percebemos como possível, como real
acreditamos nele
- tensionamento entre conteúdos a serem aplicados e educação popular
como adequar aulas de química à perspectiva da educação popular
discussão de temas atuais, discussões, filmes....
- problemas para atingir a base
necessidade de formá-la para que não continue no senso comum, para que o assentamento possa dar certo
distanciamento base-militância
GRUPO 4
Ana Elisa, Gabi, Bruninho, Rodrigão, João Barison
- educação como mediação entre trabalhadores organizados e Universidade
- MST
luta pela reforma agrária é potencialmente explosiva, porque mobiliza trabalhadores marginais, uma classe que cresce continuamente
- idéia de o MST garantir subsistência
- não há resposta no urbano, retorno ao campo
- capitalismo no Brasil - fortemente agroexportador
a reforma agrária subverteria essa ordem
- reforma agrária -> foco de toda a esquerda
resposta ao trabalhador miserável
- pauperização da pequena burguesia
- greve de 2007
necessidade de luta junto da classe trabalhadora
movimento estudantil se desloca para os movimentos sociais organizados
- ponto de convergência: LUTA PELA EDUCAÇÃO
- por que MST?
- retornar à Universidade? Como? Com que objetivos?
- Queremos que o grupo se mantenha ligado à Universidade?
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PROPOSTAS
- necessidade de aproximação com outros grupos que trabalham com Educação Popular
realização de um Seminário de Educação Popular!
- dinâmica de grupo
necessidade de estudo em conjunto
- aproveitar iniciativas individuais (pesquisas de alguns)
- como somos muitos, temos muitas mãos para fazer pesquisa de campo
o que seria ótimo
- visitar outros assentamentos
- sociabilizar mais
- Contruir EIV
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