MST - 25 anos de luta!!!!

"Eu suplico aos deuses e aos demônios que protejam o Movimento Sem Terra e a toda sua linda gente que comete a loucura de querer trabalhar, neste mundo onde o trabalho merece castigo. (yo suplico a los dioses y a los diablos que protejan al movimiento sin tierra, y a toda su linda gente que comete la locura de querer trabajar, en este mundo donde el trabajo merece castigo)."
Eduardo Galeano – escritor


"O MST é a mais democrática organização social que o Brasil tem ou que já teve. Não esquece as necessidades individuais de cada um dos seus integrantes como costumam fazer as organizações políticas e é capaz de conjugá-las com as necessidades mais amplas da luta pela terra. Não só da luta pela terra, mas da luta pela emancipação do Brasil. Não só do Brasil como nação, mas dos brasileiros como gente."
Augusto Boal - diretor artístico do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro



segunda-feira, 20 de abril de 2009

Aula EJA - 15 de abril, quarta-feira

Aula de 15 de abril

educadores: Tira, Kena, Alex, Clayton, Tamires, Ana Maria, Claudinha

educandas: Elza, Valtuízo, Aparecida, Cida, Gláucia, Luzia, Alessandra

Clayton começou dando aula. Terminou as palavras FALAR, VOCÊ, SUSPIRAR. Se complicou um pouco quando falou das rimas e do assento como um som diferente.
Os educadores pareceram estar desinteressados.
Clayton fez uma rodada com os educandos que não queriam dizer nenhuma palavra.

Ao término da parte do Cleiton, Tiradentes inicia com uma rodada de perguntas para cada educando:
Você trabalha mais em casa ou na roça?
O quê é que você mais precisa para trabalhar na roça?
O quê é indispensável na roça?
Quem perdeu o instrumento de trabalho no dia que a polícia invadiu?
Como você conseguiu o instrumentos de trabalho?
Loja, auto-produção, ganhou?
Daí as pessoas foram citando algumas ferramentas de trabalho.
Cada palavra era escrita na lousa.
Foram citadas as seguintes palavras: ENXADA, FACÃO, ENXADÃO, ESTROVENGA (rolou uma discussão sobre a forma e o uso da ESTROVENGA), MACHADO, MÃOS, ÁGUA.

Pedíamos aos educandos, principalmente Waltuízo, para ler as letras em voz alta, tampando o resto da frase com uma folha.
Kena lembrou que na pronúncia do alfabeto nordestino (alagoano????) a letra L se fala “LÊ”, donde Tiradentes concluiu que estava atropelando a interpretação do Waltuízo.
É necessário enfatizar que o som e a escrita se relacionam, mas a escrita formal é uma convenção social que tentamos ensinar. POr que? POrque os educanos precisam ler o mundo do entorno...

Também numeramos as partes/pedaços (sílabas) das palavras.
Por exemplo: ENXADÂO (EN=1, XA=2, DÂO=3).
Também coloquei ENXADA e ENXADÃO uma embaixo da outra, para que facilitasse a comparação dos símbolos pelos próprios educandos.
Colocamos CHÁ embaixo do XA da ENXADA.
Comparamos som e escrita.
Waltuízo falou que sabia fazer qualquer ferramenta, até calibre 12, armadilha, bomba, etc. Perguntei se ele já tinha trabalhado como FERREIRO. Falou que sim. Escrevi FERRO e FERREIRO na lousa. Uma palavra vem da outra.

Ana Maria terminou lembrando do ditado popular: “Em casa de ferreiro o espeto é de pau”. Buscamos explicar o sentido da frase, que podemos retomar em outra aula.

[escrito por Tira]

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