MST - 25 anos de luta!!!!

"Eu suplico aos deuses e aos demônios que protejam o Movimento Sem Terra e a toda sua linda gente que comete a loucura de querer trabalhar, neste mundo onde o trabalho merece castigo. (yo suplico a los dioses y a los diablos que protejan al movimiento sin tierra, y a toda su linda gente que comete la locura de querer trabajar, en este mundo donde el trabajo merece castigo)."
Eduardo Galeano – escritor


"O MST é a mais democrática organização social que o Brasil tem ou que já teve. Não esquece as necessidades individuais de cada um dos seus integrantes como costumam fazer as organizações políticas e é capaz de conjugá-las com as necessidades mais amplas da luta pela terra. Não só da luta pela terra, mas da luta pela emancipação do Brasil. Não só do Brasil como nação, mas dos brasileiros como gente."
Augusto Boal - diretor artístico do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ciranda - 5 de setembro de 2009

05/09/2009
Planejamento

História e Memória
Livro: Guilherme Augusto Araújo Fernandes
O livro fala sobre memória, a partir do mote do livro, retomar a história da Elizabeth Teixeira, através de coisinhas que tiraremos de dentro de uma cesta, como o Guilherme.
Depois de vermos o filme ‘Cabra marcado para morrer’, precisaremos pensar no que seria bom colocar nesta cesta para contarmos a história da Elizabeth.
1) Alongamento
2) BRINCADEIRAS (corre cotia, pega-pega, algum jogo teatral)
3) leitura do livro: Guilherme Augusto Araújo Fernandes de Mem Fox
4) Contação da história da Elizabeth Teixeira a partir de objetos selecionados (cada objeto corresponde a um - - elemento da vida dela):
- cabaça (sertão)
- lenço (mulher campesina)
- enxada (trabalho rural)
- 5 marias (jogo com os filhos; no total são 11 e 23 netos)
- foto de Sebatião Salgado (luta)
- sementes
- RG (mudou de identidade para não ser perseguida pela polícia depois da morte do marido/ nome falso era Marta Maria da Costa)
- bacia (lavadeira)
- caderno/lousa (professora)
- anel (casamento com João Pedro contra a vontade do pai porque o pretendente era negro e pobre/ fugiu com 16 anos)
- pedra (João Pedro trabalhou em uma pedreira)
- prisão (amarrar uma corda no braço de alguém/ Elizabeth foi presa por 3 meses e 24 dias)
- mala de palha (esconderijo)
5) Brincadeira de 5 marias!

Relato do João-zinho
Antes de começar queria dizer que só não enviei antes porque não consegui fazer no sábado... Eu, Bia e Raquel tivemos uma longa confraternização na Tonha e fiquei sem condições objetivas de fazer o relato no dia!

Reunimos poucas crianças: Jenifer, Jenifer, Paola, Junior, Gabi, Juju,
Crianças grandes: João, Bia, Raquel, Branca e Alexandra (certo?)

Fizemos um bom alongamento mas sentimos os meninos e meninas muito tímidos... Propusemos então algumas das brincadeiras de apresentação: batizado mineiro, cantigas de roda – eu n conhecia – viuvinha e uma outra que não me lembro bem...
Percebemos nesse momento que eles se empenharam mais e queriam continuar brincando. Chamou atenção a postura do Junior – desde já um educador. Ele puxava as músicas e chamava os outros para cantar também, um barato!

Em seguida a Bia fez uma leitura do livro Guilherme Augusto Araújo Fernandes. Os desenhos chamaram bastante atenção da molecada...
Enquanto a bia foi lendo, fomos arrumando a sacola com os objetos e ao fim da leitura propusemos a atividade: deveriam adivinhar de quem estávamos falando. Usando os objetos fomos dando pistas.
O primeiro objeto foi a foto... a primeira resposta foi: elisabeth teixeira!... nos fizemos de desconhecidos... é é vamos ver o resto...
Depois mostramos o lenço de chita... pensaram nas mães, nas marchas ... (as mães presentes, Branca e Alexandra participaram bastante da brincadeira, se divertiram junto com as crianças).
A corda trouxe frases curiosas como: corda te lembra o q? me lembra o meu pai que bate com uma corda!
Levamos uma rapadura da Miri (por sinal, comemos tudo! Brincadeira, ainda estou comendo o resto aqui em casa.)

A atividade foi muito boa, produtiva... a ideia de adivinhar a levar os objetos deu muito certo, eles pegaram as coisas e disseram coisas bacanas...infelizmente n me lembro de todas...

Problemas: o principal é a baixa adesão as atividades... motivos: 1 os meninos fazem reposição de aulas da gripe suína aos sábados... 2 a distância. É preciso reforçar a ideia que estaremos lá todo sábado e também pedir as crianças e pais que vão até lá... a Bia deu uma ideia legal, eles vão sozinhos e nós os levamos de volta... acho uma boa tb...

Fica ai o relato pras meninas completarem...

João
Relato da Raquel
O dia hoje foi muito legal de novo. Fomos eu,Joaozinho, Bia e Alessandra. AS crianças que estavam no barracão nos esperando era só a Gabi, a Juju, o Junior e o Rique. O Joãozinho, a Bia e Alessandra foi buscar mais crianças nos lotes. Enquanto isso fiquei jogando capoeira com o Junior porque ele pediu. Depois a Gabi e o Rique ficaram brincando com uma corda pesada e grossa. Um perigo. A Gabi subiu na tora do barracão e amarrou a corda para fazer um balanço. Fiquei impressionada com a proeza dessas criacnas. As inteligentes estratégias que elaboram para se desenvolverem, brincarem e tudo o mais.
Bom, como todos demoravam para voltar, comecei a ler o livro: Guilherme Augusto Araújo Fernandes para quem estava lá. Foi bem legalporque como havia poucas crianças, pude perguntar varias coisas durante a leitura e enriquece-la bastante. Esse momento é muito interessante, pois nunca sei como elas recebem essa historia. O rique, por exemplo, gostou muito dos desenhos aquarelas, mas não ficou tão compenentrado na história. Seu amigo Gabriel apareceu no meio com uma pipa e ele foi lá com ele. A historia conta que o Guilherme Augusto conta seus segredos para a Senhora do asilo. Perguntei para eles para quem eles contam seus segredos. Todos (Juju, Rique e Junior) disseram que para ninguem. Só a Gabi disse que conta para o Junior. Acho muito legal essa relação que esses dois irmãos estabelecem. O Junior cuida muito da Gabi e ela tem ele como um herói. É bonito.
Trabalhamos bastante com a questão da memória hoje, alem da história de Guilherme augusto, contamos a história da Elizabeth Teixeira através de memórias de objetos. Mostramos a corda que representava a prisão dela (3 meses e 24 dias). Para as crianças ela lembrava a corda que os pais batiam. Mostramos a rapadura, para eles lembrou a cana (que está sempre presente ali!). No caso da Elizabeth, representava a comida típica da época. O João lembrou porque a rapadura começou a existir: porque não existia saquinhos para colocar o açúcar na época. Foi assim que se constituiu esse momento de contacao de historias: memórias e elaborações de cada um ia construindo a historia da ellizabeth. A Alexandra ajudou bastante nesse processo. Acho que temos que fica mais espertos com essas situações. Elas nos indicam muito sobre a vida delas e as diferentes visões de mundo.

Ciranda - 29 de agosto de 2009

29/08/2009
Planejamento

o campo / o trabalho
Livro: Boi, Boiada
Levaremos uma pintura e a partir da pintura construiremos uma história coletiva, criando uma identidade para o personagem que aparece na tela.
Quem é ele, como ele chama?
Ele é sem-terra?
Pq ele se tornou um sem-terra?
De onde ele veio?
Ele gosta de trabalhar com a terra?
Depois disso, pediremos para as crianças fazerem uma releitura da tela em desenho.

Relato da Raquel
Foi um dia incrível. Um dos melhores que já vivi no acampamento. Fomos eu (Raquel), Andrea, Bruninho, Ana Maria e Larissa.
Chegamos no acampamento e só vimos a Natalia andando de bicicleta. Estava um dia muito quente!! Fui colar a fita adesiva na imagem de Portinari que ampliamos em A3 e as outras pessoas do grupo foram buscar as crianças. Em pouco tempo, já estavam algumas crianças lá: Jonas, Rique, Juju, Deberson, Natalia. Depois chegaram a Gabi, o Junior e um pequeno.
Enquanto as crianças chegavam, resolvi alongar com as crianças. Cada minuto naquele espaço parece muito oportuno para aprendermos e nos desenvolvermos. Bom, fomos alongando o corpo e no final já estavam as crianças que participariam naquele dia. A grande maioria era os pequenos. Os maiores foram para a escola (substituição de aulas da semana da gripe suína).
Depois de alongarmos, fomos brincar. Primeiro de “bom dia” (todos andam pela sala e quando encontram com uma pessoa, aperta a mão dela e diz “Bom dia”), depois de João-bobinho (duas pessoa uma para frente da outra, seguram a outra que está no meio que nem João bobo). Depois de pega-pega gelinho. Tentamos fazer alguns combinados, mas não foi muito bem sucedido. As crianças não ouvem muito a gente, ou nós não sabemos muito como lidar com esse tipo de situação. Tenho percebido nesses últimos tempos, que nós não colocamos muitos “limites” nas atitudes das crianças. Nesse encontro, acho eu foi mais pontual e legal porque a Larissa foi e ela é bem séria nessas horas!
Bom, quando estávamos super cansados, a Natalia propôs brincarmos de mímica de animais. As crianças brigam muito pela escolha da brincadeira. Talvez fosse importante observarmos mais (como a Bia disse no ultimo encontro) as brincadeiras delas: como elas fazem os combinados (pois toda brincadeira, tem regras!), como elas se relacionam (se excluem alguém) etc.
Foi um brilho só a mímica. Primeiro, porque eles gostam bastante de animais. Depois, porque eles são muito tímidos e parecem se desenvolver bem nesse tipo de atividade. Durante a brincadeira, reparei em dois elementos interessantes de análise: 1º como é instigante o modo como a comunicação gestual acontece - o Richard acertava uns animais de primeira por gestos que nenhum de nós (da Unicamp) acertaríamos. Aqui apareceria a questão de Vigotski, em que a criança se desenvolve e se constitui em seu meio histórico-cultural. 2º a imaginação era claramente mais desenvolvida nas crianças maiores do que nas maiores. Nessa brincadeira, era bem evidente como nós (monitores) tínhamos mais vocabulário e como os menores tinham muita mais dificuldade de pensar em um animal para imitar ou para acertar a mímica de alguém. Esse fato também pode ser interpretado segundo a teoria histórico-cultural de Vigotski. Segundo ele, a imaginação é um sistema psicológico superior que trabalha com elementos do cérebro retirados da realidade de cada individuo. Quanto mais elementos uma pessoa tiver, mais possibilidades de combinações da imaginação ela terá. Em conseqüência, um adulto sempre será potencialmente mais imaginativo que uma criança. Para mim isso ficou muito claro com as atitudes do Rique: ele sempre imitava o animal que a pessoa anteriormente tinha feito e sempre repetia o nome do animal que alguém tinha acabado de falar. Era muito interessante. Parecia que ele resgatava todos os elementos que ele tinha na hora, e eram realmente muito poucos. Por isso, entendo que um dos nossos papeis mais importantes enquanto educadores no acampamento, é ampliar a gama de conhecimento e elementos da realidade das crianças, para que elas tenham maiores possibilidades de escolha e de desenvolvimento humano.
Vale ressaltar um recurso interessante que usamos durante essa atividade: enquanto alguém demorava para imitar um bicho na frente de todos, nós batíamos palma em dois ritmos diferentes. Foi bem lagal.
Depois, partimos para a atividade pensada. Primeiramente, mostrei uma foto do
Portinari e, fazendo um certo suspense, perguntei quem seria aquele cara. Repostas fantásticas apareceram: escritor, skatista, desenhista, cientista, enfermeiro... Ao final, a Natalia acertou e disse que era um pintor. Eles gostaram da situação de suspense. Nesse momento chegaram as crianças que estavam na escola: Joice, Matheus e Daniel. Eles foram embora, tomaram banho e depois voltaram.
Peguei a imagem A3 do quadro “O lavrador de café” (1934) e cobri-la com um papel sulfite, deixando aparecer somente a sua cabeca com o céu atrás. As crianças ficaram super curiosas! Fomos tentando imaginar o que seria aquela pintura: falaram que ele estava voando no céu, que era anjo.Fui abaixando até o final, quando eles adivinharam que era um lavrador. Na verdade também pensaram que poderia ser um dono de fazenda. Não falamos se havia uma verdade, certo ou errado. Exploramos um pouco elementos do quadro: mostramos o trenzinho e falamos que era uma plantação de café. Perguntamos quem era aquele personagem e sugerimos que eles contassem a história dele. Foi complicado. Eles não quiseram muito inventar histórias. Perguntei se ele era um sem-terra, ficaram empolgados com a possibilidade dele ser, e assim, ao final deram o nome de Paulo Henrique para o personagem. Votamos entre Carlos de Las Vegas (nome sugerido pelo Junior) e Paulo Henrique (nome sugerido pela Natalia).
Enquanto o Bruninho e a Andrea pegavam as tabuas no barraco que estão os livros para que pudéssemos apoiar as cartolinas, nós fazíamos estátua. Foi um elemento bem legal para podermos continuar a dinâmica da atividade. Quando todos já estavam sentados nas tabuas, demos o material e eles ficaram muito contentes com a possibilidade de poderem fazer um desenho individual. Achei legal proporcionarmos também esses momentos. Apesar de estarmos lidando sempre com o coletivo, talvez o desenho individual possibilite a criança se apropriar de outro modo de sua produção. Bom, explicamos a proposta (pintar o Paulo Henrique cada um do seu jeito, mas com coerência com o quadro). Só os maiores seguiram a proposta, mas foi uma atividade bem legal. Eles ficaram bem concentrados. A Larissa ia passando com um pote de água para quem queria mudar de cor, a Andrea ajudou os menores a pintarem, cada um ia intervindo como podia. Foi muito importante irmos em 5 para a atividade. Fica muito mais dinâmica a atividade, e as crianças dispersam bem menos. Durante a atividade, li alguns poemas do “Boi, boiada, boiadeiro” da Ruth Rocha e eles reconheceram alguns deles; alegando que já tinham lido.
A mãe de um bebe (esqueci o nome dos dois, alguém me ajuda??) estava lá e pintou conosco. Ela gosta muito de pintar e disse que ia pintar para o filho. Achei engraçado, pois ela se apropriou da folha e disse que faria para ele, sendo que para mim seria muito mais coerente ela pintar junto com o filho para ajudá-lo. Bom, no final, o bebe também ficou com uma folha e um pincel e foi bem legal sua pintura: expressiva, laranja , abstrata! A mãe pintava muito bem, disse para ela da possibilidade dela pintar os poemas dos outros acampados e fazermos um livro!
Rolou um briga feia entre o Richard e o Jonas, a ponto do Jonas chorar muito e xingar feio o Richard. Conversamos com os dois e no final, o Richard chamou o Jonas para pintar. O Richard está em um período em que quer se defender de tudo e não quer deixar nada barato. Outra hora ele tava batendo no Rique (até porque o Rique não é nada inofensivo). A Branca, mãe da Joice, Jonas etc. estava lá toda hora querendo saber da atividade e querendo que seus filhos fizessem tudo certinho. Achei ótimo, pois ela nunca se preocupou muito com isso. Parece uma mãe mais presente.
A atividade rolou bem, e as crianças foram se dispersando conforme iam acabando a sua pintura. No final, quase todas foram embora sem conversarmos ou finalizarmos a atividade todos juntos. Foi bem ruim isso. Acho que temos que pensar melhor em estratégias de começarmos e terminarmos a atividade. Alguma mística, ou musica. Não sei.
Temos mais um problema a ser discutido: como faremos com as pessoas do acampamento que podem continuar a ciranda durante a semana? Não tinha ninguém nesse dia.

Ciranda - 22 de agosto de 2009

22/08
Planejamento

Divisão do trabalho e divisão do resultado do trabalho
Receita de bolo, fazer o bolo com as crianças atentando para medidas, produtos e de onde vêm, o que pode ser produzido no acampamento, etc
Enquanto esperamos assar, escrevemos no papel pardo a receita, com desenhos e palavras.

Leitura do livro: A galinha xadrez – trabalharemos coletividade, divisão do trabalho e do resultado do trabalho.

Relato da Pilar

Fomos eu (Pilar), Bia, Natasha e Bruninho.
Chegamos no acampamento e algumas crianças já estavam no barracão.
Fomos andando com algumas delas para falar com a Tamires, precisávamos conversar sobre o problema do gerador.
Ao voltar para o barracão encontramos algumas mães, conversamos sobre a reposição das aulas, que será aos sábados...
Começamos a atividade, a Bia tomou conta da feitura do bolo, mas íamos todos conversando sobre os ingredientes, sobre as quantidades, se dava pra fazer ali no acampamento as coisas que estávamos usando...
Usamos 6 ovos, 4 xícaras de açúcar, 2 xícaras de óleo, 4 xícaras de farinha de trigo, o suco de 3 maracujás com pouca água e 2 colheres de fermento.
Quando a Bia levou o tabuleirão com a massa do bolo para assar no forno da Clarisse, nós nos encarregamos de desenhar a receita, a Natasha desenhou para nós os ingredientes, depois nós ficamos treinando para ver se entendíamos a representação que tínhamos inventado e então escrevemos com letras do lado e colocamos alguns dos rótulos.
Aí chegou a hora da leitura, a Bia leu para nós o livro "A Galinha Xadrez"; Que conta a história da galinha que queria fazer um bolo, pediu a ajuda dos seus amigos e eles deram uma de joão-sem-braço; aí ela fez o bolo sozinha e foi dormir...num é que os amigos preguiçosos dela comeram todo o bolo?!A sorte foi que eles viram que tinham sido incovenientes e fizeram outro bolo para a galinha poder comer também. Ao realizar um trabalho coletivo, eles viram que assim as coisas ficam muito mais legais e começaram a trabalhar bastante na roça, todos juntos. Com o mote do livro, aproveitamos para conversar sobre divisão do trabalho e divisão do produto do trabalho; ajudar os outros, etc...
Como o bolo ainda não tava pronto, resolvemos brincar de pique-pega, mas não um pique-pega qualquer, nós primeiro tivemos que correr como se estivéssemos na lua, depois fingimos que éramos sapos, depois siris, depois cangurus e aí a criatividade deslanxou, e em seguida cansamos. Tentamos o pique-pega ajuda, foi muito rápido, ninguém nem quis repetir; tentamos o pique-pega corrente, foi divertido; depois passamos para o pique-esconde que só o Bruno acompanhou, eu por exemplo, fiquei sentada gritando que quem tava no pique tava guardando caixão...
E o bolo que não assa!
Fomos então brincar de coelhinho sai da toca, mas esse também num teve muito ibope. Nessa hora eu fui dar uma olhada no bolo, porque fiquei bastante irritada com a chegada do Fubá, completamente bêbado. Fui olhar o bolo, falei com a Clarisse, uma linda que a Bia não conhecia e adorou.
Achamos que já tava pronto e levamos para o barracão; o Daniel e o Júnior fizeram suco de uva para acompanhar. Pareceu-me consenso: o bolo estava uma delícia! Nessa hora um problema, a Joyce que tinha ficado pouquíssimo na atividade porque tinha que cuidar do irmão para a mãe lavar roupa, apareceu com uma vasilha para levar bolo para os irmãos que estavam na mina - entramos num dilema, porque senão todos iam querer levar bolo pros pais e pros irmãos; decidimos então que só ia comer do bolo quem estivesse ali, e falamos para ela chamar o pai dela, que estava em casa, para comer com a gente. O Mateus chamou a Joyce de passa-fome e ela quase chorou, foi foda.
Outro probleminha foi a hora que alguns tiveram que ir embora, porque tava na hora de se arrumar pra ir pra escola. A Diennifer saiu chorando, e no final o ônibus não passou, e eles não foram pra escola.
O bolo acabou, não sobraram nem farelos, cada um pôde comer o quanto quisesse. E então fomos embora, levando só o tabuleiro e o Fubá, que pegou carona com a gente, repetitivo e cantante como ele só, foi meio difícil eu achei, porque ele tava muito bêbado e irritando todo mundo, sorte foi que no meio do caminho até o Posto Três Vias ele capotou no ombro do Bruninho.

Ah, no meio de tudo isso, eu e o Bruninho conversamos com o Afonso sobre o gerador. Ele nos contou que o conserto ficaria em R$250, 00, e que problema surgiu com o mau uso. Falamos pra ele que não temos essa grana, e combinamos fazer uma conversa com o pessoal, porque achamos que a decisão tem que ser coletiva, todos os envolvidos tem que saber o que está sendo resolvido. Precisamos decidir o uso do gerador, combinar que quem não sabe não mexe, e pedir o compromisso de todos. Ele concordou com a gente, mas de todo caso, trouxemos a vela pra ver se conseguimos uma igual, porque pode ser que o Afonso consiga consertar ele mesmo.

sábado, 4 de julho de 2009

Ciranda - Dia 04 de junho de 2009

Relato da ida ao acampamento Elizabeth Teixeira - Ciranda

Dia 04 de junho de 2009

Escrito por Natasha

Presentes: Larissa, Bruno, Natasha e Tamires
Chegamos ao acampamento perto das 10h. Fomos dar uma volta para chamar as crianças, como de costume. Demoramos um tempão pra conseguir reunir poucas delas, pois estavam dispersas. Ao caminhar percebemos que muitos barracos já haviam sido retirados/mudados, inclusive o do Ari.
Fomos pro barracão começar as atividades, mas de início haviam poucas crianças e a maioria pequenas. Cantamos "De abóbora faz melão...", fizemos o batizado mineiro falando o nome e gestos dos animais. Muitas delas ficavam com vergonha e não queriam ir pra frente da roda para a brincadeira. Depois (ou antes da brincadeira, me perdi um pouco na ordem das coisas), chegou o Richard com um cavalo e, se não me engano, o Matheus de bicicleta. Aí foi um fuzuê. O Bruno tentando fazer o Richard tirar o cavalo lá de dentro, e o Matheus ir andar de bicicleta em outro lugar. Outra hora também entrou mais alguém cavalgando a "Faísca" (a égua que é do Zetão e que estava com o Richard) um pouco rápido e atrapalhou a atividade também. Nisso chegaram mais crianças que ao longo da atividade foram saindo e voltando.
Brincamos de pega-pega ajuda e pega-pega corrente. Essa foi a hora que mais tinha gente. A Tamires trouxe mais umas crianças novinhas para brincar. Depois de corrermos um pouco, como haviam mais crianças, tentamos fazer as brincadeiras de roda de novo. Mas foi bem difícil manter a roda, uma vez que haviam muitos pequenos que não compreendiam a brincadeira (e que mal falavam), soltavam a mão o tempo todo, e outros maiores que corriam muito, enquanto os pequenos não conseguiam andar direito. Mais uma vez aquela história da dificuldade de lidar com os pequenos e da divisão das atividades.
Depois foi a hora da história. Lemos um livro da Quel, "Leo e A........." (esqueci o nome da galinha). A história de um porco que se apaixona por uma galinha e que tenta de tudo para fazê-la prestar atenção nele. Pede então a ajuda de todos os animais que conhece para descobrir como conquistá-la. A galinha nem presta atenção nele. Só quando ele é ele mesmo (um porco, que chafurda na lama), a galinha o nota. A Lari leu a história e foi muito bom! Ela leu devagarzinho mostrando as figuras e depois fez uma releitura com as crianças através das imagens, puxando uma conversa sobre a mensagem do livro. Elas ficaram super atentas.
Depois fomos para a atividade de artes. Colocamos as pranchas de madeira no chão e quatro cartolinas, que foi o suficiente. (ao longo da atividade, a média de crianças era de 10 a 15, na hora dessa atividade foi um pouco menor). Elas desenharam com lápis preto para depois pintar os desenhos de animais que haviam feito. A Ju fez uma pulga, o Rick, uma aranha, a Joyce um patinho e uma borboleta. As outras crianças também fizeram patos e borboletas, quase todas. Não sei quem fez primeiro e quem copiou. Demorou um tempão para elas terminarem, pois queriam fazer um monte desenhos antes de pintar. Depois cortamos e colocamos nos palitinhos para virar uma espécie de "fantoches". A Dienifer fez uma baleia e escreveu um poema, que ficou com vergonha de ler para os outros. Depois de cortados, pedimos às crianças que nos contassem a historia daqueles bichos, o que eles faziam, quem eram, da onde tinham vindo. Essa parte foi bem difícil, pois a maioria não queria contar nada sobre os bichos, alguns por timidez, outros porque alegavam que "o bicho não tinha história". Tentamos um bom tempo até vermos que não iríamos muito longe. Nos despedimos e avisamos que iríamos entrar em férias e voltaríamos só em agosto.

PS: fazia um tempão que a Jéssica não aparecia, desde que havia mudado pro lote. Hoje ela participou da atividade.
Parece que a catequese/escola dominical mudou de horário, iria ser hoje, as 15h00.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Ciranda, 27 de junho de 2009

Dia: 27 de junho de 2009
Educadores: Andrea, Pilar e Gabi
A atividade contou com a participação de 20 crianças, com idades entre 2 e 13 anos.
Relato da Pilar sobre as atividades:
“Chegamos lá e algumas crianças já nos esperavam no barracão. Mas ainda assim tivemos que andar um pouco pelo assentamento chamando outras.
Na casa do Júnior, ele quis nos mostrar o bezerrinho que tinha acabado de nascer, estávamos presenciando os primeiros momentos de vida, as tentativas de ficar em pé da Pandorinha; em seguida, Estrela, sua mãe, começou a comer a placenta, o que se tornou um momento de comoção geral: “ Ai que nojo” era o que mais ouvíamos!
Subimos novamente para o barracão, nesse trajeto o Rick pegou um pedaço de pau de tamanho médio e começou a bater no chão, depois nas pessoas, correu atrás do Jonas e eles começaram a brigar; conseguimos acalmar os ânimos (tirando o pedaço de pau da mão do Rick, de uma maneira um pouco coercitiva), e num é que logo em seguida ele acha um instrumento de ferro maciço e começa a ameaçar bater no Jonas e na Natália? Nesse momento, eu que estava do lado dele, tentei conversar, falei que não ia ser legal machucar alguém com aquele negócio, que eu não queria que ele ficasse ameaçando as pessoas ao redor dele; depois ele começou a jogar o negocio para cima, e a ameaçar o Jonas novamente. Senti a necessidade de ser um pouco mais rígida, tomei o ferro da mão dele e disse que se ele continuasse se comportando daquela maneira ele não poderia participar da atividade, falei que achava que precisava conversar com a mãe dele; aí depois de um segundo a mãe dele estava lá, a Natália que é irmã do Rick foi chamá-la; ela nem esperou explicações e já o levou de castigo, chorando para casa. (*No meio da atividade ele voltou, sorridente)
Depois de todo esse fuzuê, iniciamos as atividades. Primeiro brincamos de pega-pega fruta, a pessoa tem que falar o nome de uma fruta que ainda não foi citada para não ser pega, essa brincadeira deve ter durado uns 20 minutos. Em seguida fizemos uma roda e cantamos a cantiga do Bambu (Bambu, tirabu, arueira, mangabeira, tirara tal pessoa pra virar bambu – falamos o nome de um a um na roda e a pessoa vira de costas ainda de mãos dadas; depois repetimos o nome de um a um, e um a um as pessoas vão voltando a posição inicial); depois a cantiga da Viuvinha, que é a mais pedida (Viuvinha, por que choras, seu marido já morreu, se é por falta de carinha, se levante e abrace alguém, se quiser também! – fica uma criança no meio da roda e no final da cantiga, ela levanta e abraça alguém que vai substitui-la no meio da roda) e nenhum de nós entende o por quê.
Sugerimos então que a gente fosse procurar folhas, sementes, flores, ramos, casca de arvore, galhos e qualquer outra coisa pelo chão do assentamento.
Cada um com seus achados, nos reunimos para a hora da leitura. Eu li o livro: “Artur faz arte”. Escolhemos este livro, porque na semana anterior, tivemos dificuldade em fazer os mais velhos aceitarem os desenhos dos mais novos no mural coletivo. Essa leitura, objetivava então mostrar como qualquer desenho que fizermos pode ser encarado como arte, e atentamos para o fato de que estamos ali para realizar construções coletivas, e para tal, temos que aceitar as contribuições de todos. O livro mostra as pinturas abstratas de Artur, um garotinho de 4 anos, é todo colorido, e eles adoraram.
Como no meio da leitura todo mundo fica pedindo pra ler, dessa vez levamos um livro de poesias para quem quisesse ler em voz alta para os colegas. Júnior escolheu uma poesia que falava de beija-flor e amor, e o Igor leu junto com ele.
Estava um rebuliço só, e então a Gabi buscou tábuas grandes de madeiras que colocamos no chão como suporte das cartolinas azuis que levamos. Nos reunimos em três grupinhos, cada um com sua cartolina, seus potinhos de cola, seus achados pelo chão, e o elemento surpresa que eram sementinhas coloridas que compramos em uma casa de rações (amarelo, preto, vermelho e verde). A surpresa foi um sucesso, as crianças adoraram, pareceu. A proposta era misturar tudo o que quiséssemos no nosso desenho coletivo, e o resultado ficou lindo e colorido. Gostamos tanto dessa colagem, que cada grupo recebeu outra cartolina para fazer outro desenho coletivo. Houve briga por espaço, houve um reclamando que o outro estava estragando o desenho, que o pequenino desenhava feio....mas esses são conceitos que a gente vai ter que ir trabalhando, como já estamos; não é de uma hora pra outra que vamos conseguir fazer com que um menino de 12 anos aceite as bolinhas de uma menina de 2 como arte! Mas me pareceu que estamos no caminho certo.
Quando estávamos guardando as tábuas, a Fawane machucou a mãozinha, e começou a chorar descontroladamente, culpando a sua irmã, Rosana, pelo seu machucado e batendo nela. Gabi e Andrea tentaram controlá-la e eu fui guardar o resto das tabuas. Quando só faltava uma, a Fawane cismou que precisava ficar em cima dela, e não queria sair de jeito nenhum; eu fui tentar brincar com ela, juntamos pedrinhas e fomos conversando aí eu falei vamos sair, ela fez que sim com a cabeça; aí quando eu levantei ela no colo, ela começou a espernear, me arranhou pelo braço inteiro, e começou a puxar meu cabelo. A Rosana veio e começou a bater na Fwane para ela me soltar; eu falava pra Rosana parar de bater na Fawane, a Gabi veio e afastou a Rosana. Eu consegui fazer a Fwane se acalmar um pouco, mas ela ainda foi aos prantos pra casa. Não entendemos muito bem o que aconteceu, e esse surto histérico da criança com certeza teve algum motivo que não identificamos, porque ela sempre foi uma menina serena e risonha, foi essa a esquisitice da coisa.
Na volta só pensávamos em como estávamos com fome, e fomos ouvindo o CD eclético que a Andrea gravou.”

sábado, 20 de junho de 2009

Relato ciranda 20 de junho de 2009.

Fomos para o acampamento Raquel, Pilar, Natasha e Bruninho. Estamos em junho e o frio as nove da manha ainda é grande.
Chegamos e fomos buscar as crianças. Descobrimos que não teria escolinha dominical porque o padre Adão está na ocupação de cima. Acho que ate não se resolver esse problema, não haverá mais a escolhinha dominical.
Conhecemos o Paulo Henrique (filho da Branca). A Joyce estah muito mais feliz agora com a vinda de seu irmão. Veio me contar toda feliz que domingo vai ao posto vaciná-lo. Hoje foi um dia de bastante participação das crianças. Elas estavam felizes também. No total eram cerca de 20 crianças. Primeiro fizemos a roda com as musicas da “abobora” e do “bambu” que aprendemos na formação de educadores. A brincadeira logo se esgotou e começamos a fazer o batizado mineiro transformado: invés de falarmos o nome próprio, falávamos uma semente, planta, arvore arbusto, fruta, flor (etc.) que quiséssemos plantar. Muitos ficam envergonhados e demoravam para fazer o movimento e falar a palavra escolhida. Nessa hora, a pressão do grupo era grande. Para mim é bem claro que as crianças mais velhas têm um desenvolvimento de falar na frente das pessoas bem maior que os pequenos. Não sei exatamente por que.
Bom, como não conseguimos criar um ritmo muito fluido na brincadeira, as crianças se aborreceram e não quiseram fazer mais. Então, propomos o jogo de imitação. Foi interessante, a situação de jogo é realmente imprescindível para se pensar educação infantil. Depois, começamos a brincar de pega-pega corrente. Achei interessante, que não deu muito certo. Os pegadores não conseguiam alcançar as pessoas. Então, mudamos para pega-pega ajuda, e o jogo logo terminava: era bem mais fácil. As crianças adoravam, e nós não acompanhávamos muito (só o Bruninho)...
Havia dois bebes ali: seus irmãos estavam brincando com a gente. E eles (os nenês) não queriam participar, mas sim ficar com seus irmãos. Era complicado, porque eles choravam e não deixavam as crianças brincar. Essa é uma situação bem corrente no acampamento: os irmãos mais velhos (a partir de uns oito anos de idade) cuidam de seus irmãos mais velhos. A Joyce, de 14 anos, é praticamente mãe de seus irmãos. Hoje em dia é muito raro vê-la em nossas atividades: sempre está ajudando a mãe a cuidar das tarefas domesticas.
Bom, depois, lemos o poema do “Chuchu” de Luis Camargo (A Pilar leu muito bem e eu lia a parte do chuchu). Eles gostaram: adoram poesias! Alguns até declamaram algumas que sabiam, ficaram super agitados e empolgados com a situação de falar na frente de todos um poema. Para mim, todas essas situações me indicam claramente que temos que trabalhar mais os jogos teatrais com as crianças. Parece ser uma linguagem muito interessante e fértil para trabalhar os temas de gênero, violência, coletividade, etc., que queremos.
Levamos a caixa de materiais e propomos um desenho e colagem sobre as sementes, plantas etc. que eles gostam. Eles têm muitos problemas em dividir espaço e pedirem as coisas: sempre falam com se estivesse exigindo e brigando. “Me dá a tesoura agora Richard!!!” – em tom de comando. Essa é uma questão que temos que trabalhar arduamente, falando de um em um que é possível se comunicar de outra forma com as pessoas: pedindo tranquilamente. Aos poucos, as crianças vão se adaptando a essa nova maneira de se relacionar e o clima melhora bastante.
Depois, demos tintas para eles, e foi uma bagunça enorme: pintaram as mãos, misturaram as cores etc. foi legal, mas acho que precisamos nos organizar melhor para saber como lidaremos com essas situações: existem muitas crianças de idades diferentes, e as grandes, às vezes, acabam dominando o espaço, complicando o trabalho dos pequenos.
Acabamos a atividade, e a tia do Cleiton chegou com uma doação enorme de livros. Colocamos no barraco das aulas e fomos embora.

sábado, 6 de junho de 2009

Relato da atividade de 6/6/09 - Ciranda

Relato da ida ao acampamento Elizabeth Teixeira
[escrito por Natasha]
Dia: 06 de junho de 2009
Atividade: Ciranda
Presentes: Andréa, Natasha e Tamires
Chegamos ao acampamento e fomos buscar as crianças para a atividade. Muitas delas estavam na escola dominical e outras ajudando as famílias a mudarem pros lotes. Algumas também estavam ajudando pessoas a transportarem o gado que havia chegado.
Conseguimos reunir poucas crianças para ir pro barracão (com muita dificuldade, pois elas se dispersavam o tempo todo), a maioria delas menores. Estavam a Ju, o Jonas, a Gabi, o Caique, Mateus, (acho que tinha mais umas duas, não me lembro quem mais).
Fomos pro barracão e chegando lá havia um caminhão descarregando as primeiras compras de material que o pessoal havia comprado (enxada, carrinho de mão, arado, ...). Com isso, as crianças se dispersaram de novo e tivemos que esperar o caminhão ir embora pra conseguir reunir elas de novo.
A atividade acabou por começar umas 10h17 (havíamos chegado umas 9h20). Além das crianças já citadas, algumas chegaram pra atividade, mas saiam e voltavam o tempo todo, entre elas o Nilson, a Nathalia, o Rick, o Richard, o Junior e a Fauane.
Primeiro cantamos "dig dig dig da viola", tentando mudar a letra pra "eu vim de ... você da onde veio?", mas não funcionou bem, primeiro porque estávamos em poucos (e pequenos) e também porque muitos não sabiam de onde haviam vindo. Depois cantamos "Viuvinha" e "A linda rosa juvenil", aí tentamos o "Batizado Mineiro", se apresentando e dizendo da onde havia vindo. Funcionou melhor, pois havia mais crianças e maiores que já sabiam de que lugar tinham vindo.
Como elas estavam elétricas e não paravam quietas por conta das atividades que estavam rolando no acampamento, resolvemos fazer uns pega-pegas para elas sossegarem um pouquinho.
Depois disso contamos uma história que a Andréa trouxe "Nhoquita a Minhoca"; era a história de uma minhoca que nasce de um ovo e outra que nasce por bipartição da mãe. Elas conversam de onde vieram. Uma não conhece a própria mãe, a outra aprendeu tudo o que sabe sobre as minhocas e os outros bichos com a sua mãe. Essa minhoca, chamada Serpentinha, conta pra Nhoquita que as minhocas são responsáveis por arejar a terra e deixá-la fofa pra que se possa plantar nela e que as minhocas preguiçosas acabam por virar isca para peixes. O Nilson nos ajudou a ler a história.
Depois fizemos desenhos livre com barbante e giz de cera. O Richard começou a fazer e depois foi ajudar o tio dele, não terminou. O Mateus começou o desenho e a Nathalia terminou o dele. A Nathalia pediu para a Tamires fazer uma flor pra ela e o Rick pediu um barco, que ele terminou fazendo uma escada de fita crepe. O Caique começou a cortar seu barbante, mas não sabia usar a tesoura. Aí ele aprendeu e ficou o resto da atividade cortando barbantes. Eles não gostaram muito de usar o giz de cera e a Nathalia queria muito usar a tinta, mas como todos estavam usando o giz, achamos melhor na dar só pra ela a tinta. Ela foi pra casa e buscou um pote de tinta para pintar a flor.
A Tamires nos ajudou na atividade de sábado. Perguntou se o Clayton e o Maurício não iriam ajudar também na Ciranda. Se faz urgente a reunião de planejamento com a Jo e os outros educadores da Ciranda do próprio acampamento.
Obs: Andréa, se você se lembrar de algo, me complete!