MST - 25 anos de luta!!!!

"Eu suplico aos deuses e aos demônios que protejam o Movimento Sem Terra e a toda sua linda gente que comete a loucura de querer trabalhar, neste mundo onde o trabalho merece castigo. (yo suplico a los dioses y a los diablos que protejan al movimiento sin tierra, y a toda su linda gente que comete la locura de querer trabajar, en este mundo donde el trabajo merece castigo)."
Eduardo Galeano – escritor


"O MST é a mais democrática organização social que o Brasil tem ou que já teve. Não esquece as necessidades individuais de cada um dos seus integrantes como costumam fazer as organizações políticas e é capaz de conjugá-las com as necessidades mais amplas da luta pela terra. Não só da luta pela terra, mas da luta pela emancipação do Brasil. Não só do Brasil como nação, mas dos brasileiros como gente."
Augusto Boal - diretor artístico do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ciranda - 5 de setembro de 2009

05/09/2009
Planejamento

História e Memória
Livro: Guilherme Augusto Araújo Fernandes
O livro fala sobre memória, a partir do mote do livro, retomar a história da Elizabeth Teixeira, através de coisinhas que tiraremos de dentro de uma cesta, como o Guilherme.
Depois de vermos o filme ‘Cabra marcado para morrer’, precisaremos pensar no que seria bom colocar nesta cesta para contarmos a história da Elizabeth.
1) Alongamento
2) BRINCADEIRAS (corre cotia, pega-pega, algum jogo teatral)
3) leitura do livro: Guilherme Augusto Araújo Fernandes de Mem Fox
4) Contação da história da Elizabeth Teixeira a partir de objetos selecionados (cada objeto corresponde a um - - elemento da vida dela):
- cabaça (sertão)
- lenço (mulher campesina)
- enxada (trabalho rural)
- 5 marias (jogo com os filhos; no total são 11 e 23 netos)
- foto de Sebatião Salgado (luta)
- sementes
- RG (mudou de identidade para não ser perseguida pela polícia depois da morte do marido/ nome falso era Marta Maria da Costa)
- bacia (lavadeira)
- caderno/lousa (professora)
- anel (casamento com João Pedro contra a vontade do pai porque o pretendente era negro e pobre/ fugiu com 16 anos)
- pedra (João Pedro trabalhou em uma pedreira)
- prisão (amarrar uma corda no braço de alguém/ Elizabeth foi presa por 3 meses e 24 dias)
- mala de palha (esconderijo)
5) Brincadeira de 5 marias!

Relato do João-zinho
Antes de começar queria dizer que só não enviei antes porque não consegui fazer no sábado... Eu, Bia e Raquel tivemos uma longa confraternização na Tonha e fiquei sem condições objetivas de fazer o relato no dia!

Reunimos poucas crianças: Jenifer, Jenifer, Paola, Junior, Gabi, Juju,
Crianças grandes: João, Bia, Raquel, Branca e Alexandra (certo?)

Fizemos um bom alongamento mas sentimos os meninos e meninas muito tímidos... Propusemos então algumas das brincadeiras de apresentação: batizado mineiro, cantigas de roda – eu n conhecia – viuvinha e uma outra que não me lembro bem...
Percebemos nesse momento que eles se empenharam mais e queriam continuar brincando. Chamou atenção a postura do Junior – desde já um educador. Ele puxava as músicas e chamava os outros para cantar também, um barato!

Em seguida a Bia fez uma leitura do livro Guilherme Augusto Araújo Fernandes. Os desenhos chamaram bastante atenção da molecada...
Enquanto a bia foi lendo, fomos arrumando a sacola com os objetos e ao fim da leitura propusemos a atividade: deveriam adivinhar de quem estávamos falando. Usando os objetos fomos dando pistas.
O primeiro objeto foi a foto... a primeira resposta foi: elisabeth teixeira!... nos fizemos de desconhecidos... é é vamos ver o resto...
Depois mostramos o lenço de chita... pensaram nas mães, nas marchas ... (as mães presentes, Branca e Alexandra participaram bastante da brincadeira, se divertiram junto com as crianças).
A corda trouxe frases curiosas como: corda te lembra o q? me lembra o meu pai que bate com uma corda!
Levamos uma rapadura da Miri (por sinal, comemos tudo! Brincadeira, ainda estou comendo o resto aqui em casa.)

A atividade foi muito boa, produtiva... a ideia de adivinhar a levar os objetos deu muito certo, eles pegaram as coisas e disseram coisas bacanas...infelizmente n me lembro de todas...

Problemas: o principal é a baixa adesão as atividades... motivos: 1 os meninos fazem reposição de aulas da gripe suína aos sábados... 2 a distância. É preciso reforçar a ideia que estaremos lá todo sábado e também pedir as crianças e pais que vão até lá... a Bia deu uma ideia legal, eles vão sozinhos e nós os levamos de volta... acho uma boa tb...

Fica ai o relato pras meninas completarem...

João
Relato da Raquel
O dia hoje foi muito legal de novo. Fomos eu,Joaozinho, Bia e Alessandra. AS crianças que estavam no barracão nos esperando era só a Gabi, a Juju, o Junior e o Rique. O Joãozinho, a Bia e Alessandra foi buscar mais crianças nos lotes. Enquanto isso fiquei jogando capoeira com o Junior porque ele pediu. Depois a Gabi e o Rique ficaram brincando com uma corda pesada e grossa. Um perigo. A Gabi subiu na tora do barracão e amarrou a corda para fazer um balanço. Fiquei impressionada com a proeza dessas criacnas. As inteligentes estratégias que elaboram para se desenvolverem, brincarem e tudo o mais.
Bom, como todos demoravam para voltar, comecei a ler o livro: Guilherme Augusto Araújo Fernandes para quem estava lá. Foi bem legalporque como havia poucas crianças, pude perguntar varias coisas durante a leitura e enriquece-la bastante. Esse momento é muito interessante, pois nunca sei como elas recebem essa historia. O rique, por exemplo, gostou muito dos desenhos aquarelas, mas não ficou tão compenentrado na história. Seu amigo Gabriel apareceu no meio com uma pipa e ele foi lá com ele. A historia conta que o Guilherme Augusto conta seus segredos para a Senhora do asilo. Perguntei para eles para quem eles contam seus segredos. Todos (Juju, Rique e Junior) disseram que para ninguem. Só a Gabi disse que conta para o Junior. Acho muito legal essa relação que esses dois irmãos estabelecem. O Junior cuida muito da Gabi e ela tem ele como um herói. É bonito.
Trabalhamos bastante com a questão da memória hoje, alem da história de Guilherme augusto, contamos a história da Elizabeth Teixeira através de memórias de objetos. Mostramos a corda que representava a prisão dela (3 meses e 24 dias). Para as crianças ela lembrava a corda que os pais batiam. Mostramos a rapadura, para eles lembrou a cana (que está sempre presente ali!). No caso da Elizabeth, representava a comida típica da época. O João lembrou porque a rapadura começou a existir: porque não existia saquinhos para colocar o açúcar na época. Foi assim que se constituiu esse momento de contacao de historias: memórias e elaborações de cada um ia construindo a historia da ellizabeth. A Alexandra ajudou bastante nesse processo. Acho que temos que fica mais espertos com essas situações. Elas nos indicam muito sobre a vida delas e as diferentes visões de mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário