MST - 25 anos de luta!!!!

"Eu suplico aos deuses e aos demônios que protejam o Movimento Sem Terra e a toda sua linda gente que comete a loucura de querer trabalhar, neste mundo onde o trabalho merece castigo. (yo suplico a los dioses y a los diablos que protejan al movimiento sin tierra, y a toda su linda gente que comete la locura de querer trabajar, en este mundo donde el trabajo merece castigo)."
Eduardo Galeano – escritor


"O MST é a mais democrática organização social que o Brasil tem ou que já teve. Não esquece as necessidades individuais de cada um dos seus integrantes como costumam fazer as organizações políticas e é capaz de conjugá-las com as necessidades mais amplas da luta pela terra. Não só da luta pela terra, mas da luta pela emancipação do Brasil. Não só do Brasil como nação, mas dos brasileiros como gente."
Augusto Boal - diretor artístico do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ciranda - 22 de agosto de 2009

22/08
Planejamento

Divisão do trabalho e divisão do resultado do trabalho
Receita de bolo, fazer o bolo com as crianças atentando para medidas, produtos e de onde vêm, o que pode ser produzido no acampamento, etc
Enquanto esperamos assar, escrevemos no papel pardo a receita, com desenhos e palavras.

Leitura do livro: A galinha xadrez – trabalharemos coletividade, divisão do trabalho e do resultado do trabalho.

Relato da Pilar

Fomos eu (Pilar), Bia, Natasha e Bruninho.
Chegamos no acampamento e algumas crianças já estavam no barracão.
Fomos andando com algumas delas para falar com a Tamires, precisávamos conversar sobre o problema do gerador.
Ao voltar para o barracão encontramos algumas mães, conversamos sobre a reposição das aulas, que será aos sábados...
Começamos a atividade, a Bia tomou conta da feitura do bolo, mas íamos todos conversando sobre os ingredientes, sobre as quantidades, se dava pra fazer ali no acampamento as coisas que estávamos usando...
Usamos 6 ovos, 4 xícaras de açúcar, 2 xícaras de óleo, 4 xícaras de farinha de trigo, o suco de 3 maracujás com pouca água e 2 colheres de fermento.
Quando a Bia levou o tabuleirão com a massa do bolo para assar no forno da Clarisse, nós nos encarregamos de desenhar a receita, a Natasha desenhou para nós os ingredientes, depois nós ficamos treinando para ver se entendíamos a representação que tínhamos inventado e então escrevemos com letras do lado e colocamos alguns dos rótulos.
Aí chegou a hora da leitura, a Bia leu para nós o livro "A Galinha Xadrez"; Que conta a história da galinha que queria fazer um bolo, pediu a ajuda dos seus amigos e eles deram uma de joão-sem-braço; aí ela fez o bolo sozinha e foi dormir...num é que os amigos preguiçosos dela comeram todo o bolo?!A sorte foi que eles viram que tinham sido incovenientes e fizeram outro bolo para a galinha poder comer também. Ao realizar um trabalho coletivo, eles viram que assim as coisas ficam muito mais legais e começaram a trabalhar bastante na roça, todos juntos. Com o mote do livro, aproveitamos para conversar sobre divisão do trabalho e divisão do produto do trabalho; ajudar os outros, etc...
Como o bolo ainda não tava pronto, resolvemos brincar de pique-pega, mas não um pique-pega qualquer, nós primeiro tivemos que correr como se estivéssemos na lua, depois fingimos que éramos sapos, depois siris, depois cangurus e aí a criatividade deslanxou, e em seguida cansamos. Tentamos o pique-pega ajuda, foi muito rápido, ninguém nem quis repetir; tentamos o pique-pega corrente, foi divertido; depois passamos para o pique-esconde que só o Bruno acompanhou, eu por exemplo, fiquei sentada gritando que quem tava no pique tava guardando caixão...
E o bolo que não assa!
Fomos então brincar de coelhinho sai da toca, mas esse também num teve muito ibope. Nessa hora eu fui dar uma olhada no bolo, porque fiquei bastante irritada com a chegada do Fubá, completamente bêbado. Fui olhar o bolo, falei com a Clarisse, uma linda que a Bia não conhecia e adorou.
Achamos que já tava pronto e levamos para o barracão; o Daniel e o Júnior fizeram suco de uva para acompanhar. Pareceu-me consenso: o bolo estava uma delícia! Nessa hora um problema, a Joyce que tinha ficado pouquíssimo na atividade porque tinha que cuidar do irmão para a mãe lavar roupa, apareceu com uma vasilha para levar bolo para os irmãos que estavam na mina - entramos num dilema, porque senão todos iam querer levar bolo pros pais e pros irmãos; decidimos então que só ia comer do bolo quem estivesse ali, e falamos para ela chamar o pai dela, que estava em casa, para comer com a gente. O Mateus chamou a Joyce de passa-fome e ela quase chorou, foi foda.
Outro probleminha foi a hora que alguns tiveram que ir embora, porque tava na hora de se arrumar pra ir pra escola. A Diennifer saiu chorando, e no final o ônibus não passou, e eles não foram pra escola.
O bolo acabou, não sobraram nem farelos, cada um pôde comer o quanto quisesse. E então fomos embora, levando só o tabuleiro e o Fubá, que pegou carona com a gente, repetitivo e cantante como ele só, foi meio difícil eu achei, porque ele tava muito bêbado e irritando todo mundo, sorte foi que no meio do caminho até o Posto Três Vias ele capotou no ombro do Bruninho.

Ah, no meio de tudo isso, eu e o Bruninho conversamos com o Afonso sobre o gerador. Ele nos contou que o conserto ficaria em R$250, 00, e que problema surgiu com o mau uso. Falamos pra ele que não temos essa grana, e combinamos fazer uma conversa com o pessoal, porque achamos que a decisão tem que ser coletiva, todos os envolvidos tem que saber o que está sendo resolvido. Precisamos decidir o uso do gerador, combinar que quem não sabe não mexe, e pedir o compromisso de todos. Ele concordou com a gente, mas de todo caso, trouxemos a vela pra ver se conseguimos uma igual, porque pode ser que o Afonso consiga consertar ele mesmo.

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