Encontro regional dos sem terrinha 27/09/2009
No Assentamento Milton Santos
Planejamento
Planejamento
MANHÃ
Quando as crianças forem chegando vamos dar a elas crachás com seus nomes e idade, preenchendo ao mesmo tempo uma lista com o nome e idade de todas para nosso controle e melhor organização das atividades.
Para isso precisaremos de papel cartão colorido, caneta esferográfica, furador de papel.
MÍSTICA
-importância de trazer elementos que são parte dos encontros do MST para o encontro regional, como a mística, a produção de um painel coletivo....
-pensamos em cantar a música do "arroz deu cacho e o feijão florio...", tentei achar na internet a letra e as cifras, mas não consegui..talvez tenha no youtube. A idéia e que alguém do grupo acompanhasse no violão e outros instrumentos.
-e se alguém tivesse alguma idéia de um poema de luta mas infantil seria legal ler tb.
BATIZADO MINEIRO
- Faríamos o batizado tradicional para que todos se conhecessem, dos tres acampamentos. e depois algumas brincadeiras de roda como:
viuvinha
rosa juvenil
bamboo
andar de trem
elefante
historia da serpente
corre cotia
bom dia boa tarde
.....
MOMENTO DA LEITURA
Pensamos em ler o livro "O que os olhos não vêem" da Ruth Rocha,q ue fala da revolução através de metáforas
CONSTRUÇÃO DA CARTA DE REINVINDICAÇÕES
- a Claudinha vai conversar cm elas sobre o encontro estadual e depo9s disso vamos propor a brincadeira da Cesta da Memória: a idéia é apresentar a todos o João e a Maria e contar que eles trouxeram uma cesta cheia de objetos que fazem parte da historia deles, objetos que o João trouxe de minas e dos acampamentos/assentamentos que morou e a Maria idem. A idéia é descobrirmos qual a historia dos bonecos a partir dos objetos.
- Bom a idéia dessa brincadeira é reconstituir a vida das próprias crianças, suas rotinas e ambientes e a partir disso tirar as reivindicações delas.
- a cesta conteria:
cana
semente
lona
brinquedos
livros
cadernos
flores
chita
milho
mandioca
desenhos de criança
colher de pau
enxada
lenha
panela
........
ALMOÇO
TARDE
Pintura de um painel de tecido
A idéia é dividir em sub-grupos de acordo com a idade e pintar um tecido de 1m por 1m. Propondo que elas desenhem elementos que fazem parte da vida delas, de suas rotinas, sempre questionando elas, e levando elementos como: como é sua casa? vc tem horta?: gostaria de ter? que comida vc come? tem água limpa? como é a escola? como são os coleguinhas da escola?.....
Para essa atividade vamos precisar de tinta, tecido, pincel, jornal e alfinete.
Depois da produção do painel a idéia é fazer um jogo de batatquente, e quem for queimado tem que falar alguma coisa que gostaria que mudasse em suas vidas....sei laalgo do tipo.
Para essa atividade precisamos de uma bola.
Ainda precisamos pensar em uma mistica para o final e a participação de algum grupo de teatro, musica ou capoeira.
IMPORTANTE!!!!!!! Precisamos do maior número de cirandeiros para que o encontro corra legal e de tudo certo!!!! Só um carro seria um numero muito pequeno...
Relato da Liliane
ENCONTRO REGIONAL DOS SEM TERRINHA
Acampamentos/assentamento presentes: Elizabeth Teixeira, Roseli Nunes e Milton Santos.
Cidades de Limeira e Americana
Participantes do grupo da ciranda: Liliane, Miri, Bruninho, Bia, Pilar, Gabi, Ana, Kena e Dani.
Chegamos ao assentamento Milton Santos, mais ou menos, às 9 horas. As crianças do acampamento Elisabeth Teixeira, que vieram em um ônibus, já estavam lá. Acredito (pois foi a primeira vez que as vi), que parte das crianças do Milton Santos já estavam nas proximidades do barracão e as do acampamento (?) Roseli Nunes chegaram de carro um pouco depois.
Assim que chegamos, as crianças do Elisabeth Teixeira vieram nos cumprimentar, eu, que nunca as tinha visto, recebi calorosos abraços de boas vindas. Claro, ficou explicito que elas reconheciam a chegada do grupo da ciranda, certamente, muito importante para elas.
Começamos a ajeitar os materiais que levamos, quando, a “missa chegou”. Um grupo da igreja católica, que provavelmente já realiza as celebrações no local, começou a organizar o espaço do barracão maior. Neste intervalo e por não desejarmos participar da missa, fomos para o barracão menor e começamos a cantar e brincar em roda. Todos estavam bastante animados, embora bastante dispersos, as crianças se revezavam na participação deste primeiro momento, enquanto aguardávamos o café.
O café logo chegou e todos comeram bastante. O grupo da igreja também ofereceu pão com refrigerante. Foi a maior comilança.
Depois de fartos, fomos ao barracão maior e começamos a organização para a mística. Fizemos uma grande roda. Neste momento acredito que estávamos, no total, em 45 crianças e 14 adultos (nós do grupo da ciranda, Cláudia(?), Jussara (?) e mais dois adultos do Roseli Nunes), sem contar os “observadores” que, de certa forma, colaboraram na organização. O Richard (?) do Elisabeth Teixeira foi convidado a ler o poema dos vinte e cinco anos do MST. Com dificuldade e ajudado pela Cláudia, ele leu alto o poema todo. Depois cantamos a música “feijão florio”, tocada por Mateus, cantamos também frases de luta do MST e fizemos o batizado mineiro, que foi para mim que não conhecia a brincadeira, especialmente divertido. Após a mística, a Cláudia explicou a todos como está a organização do encontro estadual dos Sem Terrinha e o que será necessário fazer e levar para que todos possam participar.
Cabe ressaltar que as crianças, em alguns momentos, estavam bastante espalhadas, o que dificultou o encaminhamento de algumas atividades, no entanto, mesmo que esta dispersão tenha atrapalhado um pouco, todos colaboraram muito, contando também que alguns não se conheciam e outros estavam em um espaço “desconhecido”.
Com o término da fala de Cláudia, recebemos a “tia véia”, que já passou por muitos acampamentos e trouxe muitas coisas em sua cesta, que já não lembra mais o porquê estão ali. Incorporada por Miri, a “tia véia” tentou ajudar os Sem Terrinha a relatarem seus cotidianos no acampamento/assentamento e suas expectativas em relação a eles. Percebi que uma “tia véia” e uma cesta foram insuficientes para todos, muitos foram fazer outra coisa no momento desta atividade, embora outros tenham participado ativamente ajudando a memória da tia e disputando o que saia da cesta dela.
Depois que a “tia véia” terminou, iniciamos outras brincadeiras e cantorias: pula corda, imitação e outras. As crianças ficaram bastante animadas e às vezes se atropelavam, principalmente os grandes com os pequenos. Dani e Bia, no meio da brincadeira de corda, se não me engano, separaram os menores e levaram para o outro barracão para desenhar.
Quando algumas crianças se cansaram e pararam de brincar e todos já estavam aguardando o almoço, vi que uma das crianças chamou as outras para brincar de “vivo/morto ou geleinha”, sem a indicação ou orientação dos adultos presentes. Interessante como se relacionam entre elas, com bastante autonomia em relação aos adultos e as maiores cuidando das menores. Também neste momento, nós, do grupo da ciranda, começamos a cortar as caixas de papelão para fazer fantasias de boi para as crianças, elas nos ajudaram pintando com guache as caixas.
O almoço chegou e novamente todos nós comemos, dividindo pratos, vasilhas, garfos, colheres e copos. Após o almoço um dos moradores instalou uma TV, DVD e uma caixa de som, para a oficina de Break.. Quando a TV foi ligada e colocaram um filme, que não me lembro qual era e se era um filme, as crianças foram gradativamente se ajeitando em frente a ela, incrível o poder da televisão (que medo!) e assim ficaram até que colocaram um DVD feito pela Jussara (?) sobre os Sem Terrinha. Antes do término do DVD dos Sem Terrinha, Pilar “parou” a TV para darmos continuidade as atividades.
O grupo Nação Break, que chegou ao assentamento um pouco antes do almoço, iniciou as atividades mais ou menos às 14 horas. Sob a orientação de Fubá, as crianças pouco a pouco foram aderindo a oficina e entraram no “clima” hip hop. Primeiro teve uma apresentação do grupo e um segundo batizado mineiro, depois eles dividiram as crianças por idade, um grupo com menores de oito anos e um outro com maiores de oito. O grupo dos menores aprendeu uns passos de dança e depois desenharam os maiores dançando. Já o grupo dos maiores esteve empenhado em aprender passos mais articulados. Desfeito os grupos, todos se juntaram para uma roda de Break, Matheus do Elisabeth e a Ana da dança, junto aos meninos do Nação Break, deram um show na roda.
Por fim, a apresentação do Nação Break foi um espetáculo a parte, todos nós deliramos com as acrobacias corporais.. Crianças e adultos olhavam atentas os meninos dançarem e se equilibrarem nas mãos. Neste momento o barracão maior esteve rodeado por muitos moradores do assentamento.
Terminada a apresentação do grupo, nós iniciamos a confecção da “faixa” para o encontro estadual. Foi difícil conseguir a concentração das crianças no tema da pintura das faixas, claro que elas se animaram em pegar os pincéis e pintar o tecido, mas como estavam muito eufóricas com a recente oficina de Break, foi necessário insistir bastante no tema, no que elas pensavam para o assentamento/acampamento onde moram, quais suas reivindicações. No fim, todos desenharam um pouco de suas vidas e expectativas. O grupo no qual fiquei desenhou bandeiras, horta, casas, rio, moto, bicicleta, um moinho, etc.
Por fim, uma grande mesa com um bolo enorme foi organizada para o final do encontro. Os painéis pintados, que formarão a faixa, foram apresentados, cada um com diferentes desenhos. Todos aqueles que participaram da organização do encontro foram saudados e o bolo cortado. Neste final as pessoas ficaram conversando entre si até as crianças do Elisabeth se encaminharem para o ônibus e as demais para suas casas, enquanto outras pessoas terminavam de organizar o barracão e a cozinha.
Fomos embora do assentamento Milton Santos mais ou menos as 17:45 horas. Particularmente, uma linda experiência. Obrigada a todos os presentes.
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Se alguém puder relatar o movimento da cozinha será ótimo, pois foi uma organização “a parte” e muito boa, da qual não participei.
Tenho muitas questões em relação a história dos acampamentos/assentamentos, não tive oportunidade de perguntar, por exemplo, se o pessoal do Roseli Nunes está junto ao Milton Santos. Também não conhecia as crianças, o que dificultou bastante a percepção delas. Tentei arriscar alguns nomes, como puderam perceber, vejam se está correto. Talvez tenha confundido a ordem das coisas, foram muitas e novidades para mim.
Contribuição da Pilar
Quanto ao Roseli Nunes, o pessoal veio de uma ocupação recente que aconteceu em Valinhos; com a desocupação eles vieram se alojar nas proximadades do Milton Santos. Eles compõe um acampamento em teoria autônomo ao Milton Santos. Estão todos juntos, com seus barracos, numa pequena area, no interior da area do Milton Santos.
Isso aconteceu em certa época no Elizabeth também, vieram pessoas que compunham o Acampamento Che Guevara para a area do Elizabeth quando eles sofreram uma desocupação em São Paulo.
Como o Elizabeth também era um acampamento e estava em processo de legalização da area, o Che e o Elizabeth se integraram e lutam pela area juntos agora.
Contribuição da Bia
Bom, vou falar um pouquinho só da cozinha, porque eu o Bruninho, fomos forçados a abandoná-la!!!!!!!
Eu e o Bruno (coitado) ficamos com a missão de limpar e cortar os frangos! A D. Maria, mãe da Telma fez o café. O pão foi feito no "Elisabeth", que aliás estava uma delícia, e o bolo foi feito no "Milton Santos". As verduras (couve, cheiro verde e o alho) e também a cenoura foram colhidos lá mesmo no Milton Santos, o cheiro estava maravilhoso! A Telama, D. Maria, a Clarisse e as filhas da Telma se incunbiram do almoço... foi tudo feito com muito carinho para as crianças... bom, foi um pouquinho que deu pra perceber enquanto eu e Bruno cortávamos o pescoço do frango!!!!!!!
OBS: As crianças gostaram muito do João e da Maria, a ponto de degolarem a cabeça da boneca...rsrsrs...
Contribuição da Maria Emília
Muito bom os relatos!
Bom, eu queria deixar minha leve impressão e acho legal se todos fizerem assim, pra gente poder indentificar os problemas da escola e outros.
Eu achei que as crianças estavam mto dispersas, elas n paravam nunca, como a Bia comentou no carro na volta, as crianças do Milton Santos não estão acostumadas a sentar e ouvir. Teve algumas horas que foram bem difíceis de conversar, a Claudinha teve que gritar, o Fubá, do Break teve mta dificuldade pra falar também.
As brincadeiras também parecem que foram ''poucas'', as crianças logo queriam fazer outras coisas, como brincar com os brinquedos da cesta, que eram inicialmente só para serem mostrados. Acho que devemos pensar em mais mil brincadeiras pra próxima vez hehehe.
As crianças falaram da escola coisas como ''a professoara é chata'', ''é legal andar de ônibus'' (porque elas bagunçam no ônibus heheh) mas na hora da pintura acho que surgiram mais coisas.
na cozinha à tarde foi tudo bem, a gente cortou laranja pro suco, deu tudo certo em termos de estrutura, só faltou o pessoa do M. Santos arrumar o banheiro, mas não faltou nada. Só achei ruim que tinha um assentado, o Lió, que ficou brincando o tempo todo e não ajudou em nada na cozinha. Eu tive que pedir ajuda pra ele fazer alguma coisa.
O break foi demais! de muita qualidade! tinha uma coreografia e tal! e o fubá dá mto certo com criança, pq ele faz brincadeiras td hora.
A eu falei com um dos meninos do break que ele salvaram a tarde, dai ele falou assim que é a gente que salva o mundo com nosso trabalho, que ele admira mto =´)
bom, é isso. Bjos
Muito bom os relatos!
Bom, eu queria deixar minha leve impressão e acho legal se todos fizerem assim, pra gente poder indentificar os problemas da escola e outros.
Eu achei que as crianças estavam mto dispersas, elas n paravam nunca, como a Bia comentou no carro na volta, as crianças do Milton Santos não estão acostumadas a sentar e ouvir. Teve algumas horas que foram bem difíceis de conversar, a Claudinha teve que gritar, o Fubá, do Break teve mta dificuldade pra falar também.
As brincadeiras também parecem que foram ''poucas'', as crianças logo queriam fazer outras coisas, como brincar com os brinquedos da cesta, que eram inicialmente só para serem mostrados. Acho que devemos pensar em mais mil brincadeiras pra próxima vez hehehe.
As crianças falaram da escola coisas como ''a professoara é chata'', ''é legal andar de ônibus'' (porque elas bagunçam no ônibus heheh) mas na hora da pintura acho que surgiram mais coisas.
na cozinha à tarde foi tudo bem, a gente cortou laranja pro suco, deu tudo certo em termos de estrutura, só faltou o pessoa do M. Santos arrumar o banheiro, mas não faltou nada. Só achei ruim que tinha um assentado, o Lió, que ficou brincando o tempo todo e não ajudou em nada na cozinha. Eu tive que pedir ajuda pra ele fazer alguma coisa.
O break foi demais! de muita qualidade! tinha uma coreografia e tal! e o fubá dá mto certo com criança, pq ele faz brincadeiras td hora.
A eu falei com um dos meninos do break que ele salvaram a tarde, dai ele falou assim que é a gente que salva o mundo com nosso trabalho, que ele admira mto =´)
bom, é isso. Bjos
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