Grupo das crianças: dia 28-03-09
Foi tudo um pouco confuso hoje. Fomos a tarde invés de manhã porque não tinha carro para nos levar. Tive a impressão de que isso já foi um problema, pois assim as crianças já estavam nos esperando de manhã e de tarde elas nem estavam preparadas para a fazer alguma atividade. Não senti que rompemos as expectativas de alguma criança não indo de manhã;
Bom, a Maria Emilia foi na reunião de formação (porque era necessário alguém do EJA) e eu fui tentar trabalhar com as crianças.
No final, fui para a mina dágua e estavam lá o Richard, o Nilson, a Joyce (13 anos), a Ju (3 anos), a Rosana (11 anos) e a Fauane (5 anos) e mais algumas crianças que estavam brincando na água e nem se interessaram muito. Bom, o Richard e o Nilson entraram na água e eu fiquei com as meninas. Em geral elas são mais obedientes, pelo menos me parece.
Bom, contei a historia da Inaê, mas foi complicado ali, foi mais a Joyce e a Rosana que prestaram atenção. Não sei se fui eu quem não consegui fazer a dinâmica, ou foi a situação, mas elas levaram a historia para um certo moralismo... elas logo acabaram com a história e nem dava para eu imendar... bom, elas disseram que a INAE tocou a viola , mas o pai descobriu, bateu nela e ela nunca mais tocou. Depois contei a mesma historia parao Richard e o Nilson, eles disseram que a menina perdeu a viola e começou a chorar. Depois quando ela voltou para casa ela apanhou. Não contente, eu mostrei outro fim para INAE: disse que ela tocou muito tempo escondido. Um dia foi para a cidade e tocou a viola de um artista que estava na rua tocando, e um cara chegou, adorou a musica dela e gravou um disco dela,. Daí o pai nem ficou bravo. N a verdade, muito alem do machismo que queríamos trabalhar, apareceu um elemento da obediência aos mais velhos e o moralismo. Ninguém achava que mulher não podia tocar viola. Quanto aos meninos tambem, para eles dança era coisa de menino e menina.
Na historia do tuan, o final foi que ele era um menino muito feliz porque dançava e se divertia. Não apareceu nenhum tipo de interpretação machista. Na verdade, acho que temos que trabalhar melhor a dinâmica que faremos e repetir essa historia.
Bom, percebi que os animais é um tema que instigam bastante eles, e nós conseguimos elencar mais de 30 animais que tem lá na região.. é uma dica de tema...sei la.
MST - 25 anos de luta!!!!
"Eu suplico aos deuses e aos demônios que protejam o Movimento Sem Terra e a toda sua linda gente que comete a loucura de querer trabalhar, neste mundo onde o trabalho merece castigo. (yo suplico a los dioses y a los diablos que protejan al movimiento sin tierra, y a toda su linda gente que comete la locura de querer trabajar, en este mundo donde el trabajo merece castigo)."
Eduardo Galeano – escritor
"O MST é a mais democrática organização social que o Brasil tem ou que já teve. Não esquece as necessidades individuais de cada um dos seus integrantes como costumam fazer as organizações políticas e é capaz de conjugá-las com as necessidades mais amplas da luta pela terra. Não só da luta pela terra, mas da luta pela emancipação do Brasil. Não só do Brasil como nação, mas dos brasileiros como gente."
Augusto Boal - diretor artístico do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro
Eduardo Galeano – escritor
"O MST é a mais democrática organização social que o Brasil tem ou que já teve. Não esquece as necessidades individuais de cada um dos seus integrantes como costumam fazer as organizações políticas e é capaz de conjugá-las com as necessidades mais amplas da luta pela terra. Não só da luta pela terra, mas da luta pela emancipação do Brasil. Não só do Brasil como nação, mas dos brasileiros como gente."
Augusto Boal - diretor artístico do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro
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Raquel, acabei de ler o relato e gostei do que você contou...vamos por pontos:
ResponderExcluir1. Tentamos uma vez trabalhar na mina e percebemos que é praticamente impossível faze-lo. Não da para competir com a água...devemos pensar em dinâmicas que aproveitem o espaço da mina... Pensei em jogos, do tipo esconde-esconde, e daí uma atividade mais tranquila.
2. Sobre as histórias me pareceu, pelo relato, novamente a presença da violência como eixo condutor de uma discussão. Como fazemos para abordar as questões domésticas?
3. Talvez o problema com a história seja aquele do tema gerador. Devemols pensar em machismo e homofobia sim, mas a partir deles. Ao invés de criaramos o problema para ser resolvido, lançar perguntas como - Qual é a diferença dos meninos para as meninas? PQ as meninas (não) podem fazer isto ou aquilo?.
São sugestões, o que você acha?
João.
Eu acho que essa primeira tentativa, nos dá fundamentos para melhorar a próxima aproximação com os temas que queremos trabalhar.
ResponderExcluirO caminho indicado pelo Joãozinho talvez faça com que eles vejam mais sentido...
Ao invés de pq as meninas (não) podem fazer isto ou aquilo - pq aí na escolha do isto ou aquilo já estaríamos fazendo o mesmo que fizemos na história; talvez pudéssemos perguntar se existem coisas que meninos podem fazer e meninas não, e vice-e-versa.
Enfim...
Raquel, acredito que o fato da atividade ter sido a tarde com certeza contribui para uma maior disperção das crianças.
PRECISAMOS levar para a discussão de sexta este problema de locomoção.
Lembrando que o trabalho com as crianças faz parte do projeto como um todo.
Pilar.