MST - 25 anos de luta!!!!

"Eu suplico aos deuses e aos demônios que protejam o Movimento Sem Terra e a toda sua linda gente que comete a loucura de querer trabalhar, neste mundo onde o trabalho merece castigo. (yo suplico a los dioses y a los diablos que protejan al movimiento sin tierra, y a toda su linda gente que comete la locura de querer trabajar, en este mundo donde el trabajo merece castigo)."
Eduardo Galeano – escritor


"O MST é a mais democrática organização social que o Brasil tem ou que já teve. Não esquece as necessidades individuais de cada um dos seus integrantes como costumam fazer as organizações políticas e é capaz de conjugá-las com as necessidades mais amplas da luta pela terra. Não só da luta pela terra, mas da luta pela emancipação do Brasil. Não só do Brasil como nação, mas dos brasileiros como gente."
Augusto Boal - diretor artístico do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro



quinta-feira, 19 de março de 2009

Para completar o relatório da Nara.

Educadores Presentes: Nara, Tira, Maria Emilia, Clayton, Melissa + 1 jornalista portenho


Educandos: Cida, Luzia, Fabiana, Aparecida, Leonor (primeira aula), Fabiano


Pensamos em uma aula de matemática, apresentando para eles uma medida muito presente na vida deles: 1 hectare. O Dênis ajudou nisso.


Desenhei com o giz um quadrado no chão da sala com suposto 1 metro de lado (defini esse quadrado como o "metro quadrado" = m²).... Acho que foi interessante para visualizar uma grandeza matemática na vida deles. Um hectare são 10 mil quadrados daquele


Depois iniciei uma discussão sobre o valor do metro quadrado: "POr quanto você compraria aquele metro quadrado?".... " Eu venderia".... " Eu trocaria o metro"... "vale uns 100 mil reais"...


Luzia comentou sobre a luta e a oposição do prefeito. Comentou sobre a idéia dele colocar os acampados em outra área...


Passamos a tentar jogar os porquês daquela área ser tão valiosa para o prefeito: Por que?


Falaram da Proximidade da cidade, da Anhanguera, terra boa... etc... Comentamos sobre as dificuldades de uma luta próxima à cidade. A pressão pela terra é maior. Mas também conversamos sobre as dificuldades de assentamentos distantes das cidades...


(Essa discussão ainda vai render muitos frutos, na minha opinião)... Mas a dura realidade é que há aqueles que lêeem e aqueles que não lêem ainda e por isso passamos para a alfabetização propriamente dita:


começou assim:


Distribuímos um folha de sulfite para cada educando e pedimos para que projetassem, com desenhos, como seria o lote deles, supondo que mediriam 1 hectare cada. A ideia inicial era que, apos a apresentação de cada um, trabalhassemos a questao das medidas e das distancias. quando pedimos, no entanto, para eles escreverem o nome das coisas que eles desenharam na folha (horta, galinha, casa, mandioca, feijoa etc), o foco mudou, pois tivemos que ajudar individualmente os educandos. cada um de nós ficou com alguem (alguns revezando-se entre dois educandos), buscando explicar exatamente o que a pessoa tinha duvida, ajudando a escrever as palavras e tal.
Depois pedimos para que eles guardassem as folhas desenhadas e escritas pois elas seriam utilizadas em outras aulas.

Avaliamos que, apesar da inicial confusao, a atividade foi bem boa. ate os alunos mais timidos se soltaram, perguntara m bastante e deu para atender as demandas de todos - os com mais dificuldade e os com menos (deu ate para falar de acento com a Fabiana).]

Relato escrito por Lucas o Tiradentes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário