MST - 25 anos de luta!!!!
Eduardo Galeano – escritor
"O MST é a mais democrática organização social que o Brasil tem ou que já teve. Não esquece as necessidades individuais de cada um dos seus integrantes como costumam fazer as organizações políticas e é capaz de conjugá-las com as necessidades mais amplas da luta pela terra. Não só da luta pela terra, mas da luta pela emancipação do Brasil. Não só do Brasil como nação, mas dos brasileiros como gente."
Augusto Boal - diretor artístico do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro
terça-feira, 31 de março de 2009
Divagação
Posto isso aqui pois sei que a divulgação de nosso trampo no Elizabeth não deve ser restrita somente aos relatos das atividades, mas deve também servir de estímulo para a reflexão de algumas questões que nos são postas no meio do processo. Penso que todo trabalho de educação popular e de militância tem isso e que, enquanto grupo e também individualmente, precisamos nos esforçar para encontrar respostas - ainda que sejam provisórias ou passíveis de mudança. neste caso específico, acredito que rolou uma lacuna considerável, relativa ao funcionamento do campo ao longo dos último ano - principalmente da década de 50 para cá - e, principalmente tratando-se de mim, sobre algumas reflexões dentro do próprio MST.
È isso... Achei importante dividir isso com vcs.
segunda-feira, 30 de março de 2009
relato de sábado 28-03
Foi tudo um pouco confuso hoje. Fomos a tarde invés de manhã porque não tinha carro para nos levar. Tive a impressão de que isso já foi um problema, pois assim as crianças já estavam nos esperando de manhã e de tarde elas nem estavam preparadas para a fazer alguma atividade. Não senti que rompemos as expectativas de alguma criança não indo de manhã;
Bom, a Maria Emilia foi na reunião de formação (porque era necessário alguém do EJA) e eu fui tentar trabalhar com as crianças.
No final, fui para a mina dágua e estavam lá o Richard, o Nilson, a Joyce (13 anos), a Ju (3 anos), a Rosana (11 anos) e a Fauane (5 anos) e mais algumas crianças que estavam brincando na água e nem se interessaram muito. Bom, o Richard e o Nilson entraram na água e eu fiquei com as meninas. Em geral elas são mais obedientes, pelo menos me parece.
Bom, contei a historia da Inaê, mas foi complicado ali, foi mais a Joyce e a Rosana que prestaram atenção. Não sei se fui eu quem não consegui fazer a dinâmica, ou foi a situação, mas elas levaram a historia para um certo moralismo... elas logo acabaram com a história e nem dava para eu imendar... bom, elas disseram que a INAE tocou a viola , mas o pai descobriu, bateu nela e ela nunca mais tocou. Depois contei a mesma historia parao Richard e o Nilson, eles disseram que a menina perdeu a viola e começou a chorar. Depois quando ela voltou para casa ela apanhou. Não contente, eu mostrei outro fim para INAE: disse que ela tocou muito tempo escondido. Um dia foi para a cidade e tocou a viola de um artista que estava na rua tocando, e um cara chegou, adorou a musica dela e gravou um disco dela,. Daí o pai nem ficou bravo. N a verdade, muito alem do machismo que queríamos trabalhar, apareceu um elemento da obediência aos mais velhos e o moralismo. Ninguém achava que mulher não podia tocar viola. Quanto aos meninos tambem, para eles dança era coisa de menino e menina.
Na historia do tuan, o final foi que ele era um menino muito feliz porque dançava e se divertia. Não apareceu nenhum tipo de interpretação machista. Na verdade, acho que temos que trabalhar melhor a dinâmica que faremos e repetir essa historia.
Bom, percebi que os animais é um tema que instigam bastante eles, e nós conseguimos elencar mais de 30 animais que tem lá na região.. é uma dica de tema...sei la.
sábado, 28 de março de 2009
Aula EJA Quarta-feira dia 25/03
Educandos presentes: Elza, Aparecida, Cida, Maria, Eleonor, Valtuízo, Gláucia (nova educanda, mãe da Dienifer)
O Tira começou retomando a aula do dia anterior, falando do sistema solar. Representamos o sol eu e ele, eu como o sol parado e ele girando em volta de mim. Mostramos q o sol gira em torno da gente, ainda que pareça o contrário. Usei o exemplo do ônibus, que é ele que anda, mas qdo estamos nele, parece que o mundo que anda. Não deu pra se aprofundar muito nisso.
Comeamos a trabalhar os problemas matemáticos. O Tira colocou na lousa a quantidade de caixas colhidas de tomate que a Mineira havia citado no dia anterior. Ele pediu pras pessoas somarem as caixas de 3 dias. Todos acertaram a resposta. Depois ele tentou desmembrar a conta feita, falando das unidades, dezenas e centenas e apresentando a idéia do ábaco. Não rolou. As pessoas tiveram muita dificuldade. A Maria questionou: É assim que ensinam matemática agora?
Opiniões pessoais: Não podemos ter pressa. Todo e qualquer tema que decidirmos trabalhar, temos que nos ater nele por aulas e aulas. Assim, é importante retomar mais e mais tempos a idéia do ábaco e do raciocínio matemático, por exemplo. Acho que isso vale pras outras coisas, como a charge por exemplo. Acho que pra matemática ajudaria muito comprarmos o Material Dourado para trabalhar a idéia de unidade, dezena, centena.
Quanto ao gerador: O Rosemir falou que o Devanir quebrou a cabeça tentando fazer funcionar e nada. Acham q tá com defeito de fábrica.
quarta-feira, 25 de março de 2009
EJA Aula de terça-feira 24/03
Tiradentes e Nara, Melissa, Bruna, Tamires, Alessandra (que já frequentou EJA quando morava na cidade)
Educandos: Valtuízio, Mineira, Maria Salete, Luzia, Fabiana, Fabiano, Gláucia, Aparecida, Cida, Leonor, + uma senhora que não lembro o nome.
Estava armado o gerador, mas não estava funcionando, pela falta do Miter(????)
Estávamos combinados de iniciar uma aula a partir dos nomes dos educandos. Quem iniciaria a atividade seria Melissa e Clayton. Ambos estvam doentes e preferimos eu mesmo começar a aula.
Havía uma atividade com o lote de terra combinada para iniciarmos a discussão sobre produção, cultivos, divisão do produto, exploração, atravessador, etc.
Acontece que apareceram pessoas novas e que não estavam com essas atividades feitas. Preferi iniciar uma conversa sobre ESPAÇO e TEMPO. Recebemos uma doação de um quadro com o sistema solar. Está lá na escola. Começamos falando sobre o quadro ser uma forma de linguagem, sobre a folha ser uma forma de linguagem.
Coloquei um E na lousa e falei que aquilo é um símbolo. Falamos sobre linguagem corporal, sobre símbolos que fazemos com a mão. Falamos sobre o símbolo como forma de comunicar uma idéia. O símbolo é social cultural e histórico, sempre. Nós herdamos os símbolos.
"O quadro é uma representação".
'O quadro com os planetas é o um alfabeto". "O que era a bola vermelha no canto (o Sol)?". Escrevi SOL na lousa... perguntamos: "para que serve o Sol?" para plantas, para a gente, para iluminar, aquecer...
Desenhei no chão o SOL, depois três pequenos pontos. Planetas. O que são planetas?
- "são umas coisas que vão jogando fogo por aí no céu" (Maria Salete)
- Falamos que isso era um cometa.
- Indicamos no chão a Terra
O tempo da volta do planeta Terra em torno do Sol é quanto?
- 1 ano. Quem definiu isso? Discussão sobre tempo.
-Perguntas para a classe: Como organizamos o tempo? Como está organizado o ano? Como orgaznizamos o tempo no nosso dia-a-dia?
- discutimos como algumas pessoas dormiam muito ou pouco. Como o dia do pagamento chega rápido (Mineira), como o ano escolar é longo (Bruna). Como o tempo no trabalho voa Como a maior parte do dia é destinada ao trabalho quando as pessoas ganham salário. Como o tempo no acamapamento passa devagar.
Quem já trabalhou aqui? Quanto ganhava, por quanto tempo?
Discussão sobre o salário e as caixas completadas pela Mineira quando trabalhava na colheita de tomate. A partir daí tiramos uma equação matemática.
a OFERTA DO PATRÃO ERA 1,50 CAIXA:
a mineira colheu
1º dia : 50 caixaS
2º dia : 68 caixas
3º dia : 75 caixas.
Deixamos para a próxima aula.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Atividades da ciranda dia 21/03
Tivemos alguns problemas de comunicação com a Pilar e a Bia e por tanto não pudemos realizar a atividade planejada no dia 20.
Mesmo assim, conseguimos planejar uma outra atividade que apresentou resultados interessantes:
1- Jogos e brincadeira. Coelinho sai da toca! A brincadeira era conhecida, como de costume. Mesmo assim, conversei com os meninos sobre a regra do jogo. Me lembro que no Fla Maria Favela, o Leal enfatizava essa questão da brincadeira ter múltiplas formas e rgras e que era justamente essa sua riqueza. cada grupo de crianças organiza uma forma de brincar!
Sendo assim começamos o jogo em mais ou menos sete crianças e eu. A primeira dificuldade é que as tocas eram invisíveis na terra e os menores ficavam perdidos. Para isso improvissamos. Ao invés de círculos desenhados na terra, as tocas eram um lixo catado ao nosso redor (latas, garrafas, tijolo e outras coisas ali disponíveis. Começamos jogando eu, Natália, Henrique, Sabrina, Jonas, Joyce, Juju, Nilson e o Samuel.
Outros meninos foram chegando e brincando.
A brincadeira durou pouco e logo passamos aos jogos que eles sugeriam:
- pega pega gelinho
- Roba bandeira
-" Joquen pou" gigante
Neste momento eu e o Bruno achamos melhor separar o9s meninos mais velhos do restante do grupo. (Diego, Matheus, Igos, Nilson e outros...) Pois tudo eles acham chato ou acabam impedindo que os pequenos e as meninas brinquem em bricadeiras mais competitivas.
Minha opinião é que precisamos pesquisar um repertório de jogos cooperativos, uma forma de mostrar aso maiores que eles precisam jogar com os menores e não só ganhar.
2- Leitura. No caminho o Bruninho leu e se apaixoneu pelo livro do Chico Buarque, chapeuzinho amarelo. Então resolvemos lelo para os meninos. Rolou uma roda bacana e uma leitura coletiva. Somente e novamente os meninos mais velhos é que queriam chamar atenção e dificultavam a leitura. Fomos muitgo chatos com eles no sábado, mas acho que foi necessário. Cheguei a usar um impertivo com o igor -se você não tá afim de ler com os outros vpá embora, ninguém ta te prendendo aqui.
3 - Produção (desenhos) No final da história existem os TRONSMONS que é a palavra monstros ao contrário. Pedimos para que eles desenhassem um tronsmon. Podiam inventar, copiar do livro e coisas do tipo. Rolou, eles desenharam, mas não eram bem os trnonsmons que havíamos pensado. Conversei com o Bruninho de fazermos novamente uma dinâmica com os tronsmons e a história da chapezinho amarelo, regatando o conhecimento deles sobre os bichos do acampamento. Percebi que a dificuldade é o desenho em si, representar o que pensa em forma de desenho.
OBS final, Já citei o Igor aqui, mas queria dividir a dificuldade que tivemos com esse grupo. Igor, Matheus e Diego. Eles mostram características bastante marcantes. Por exemplo, brincam de coelinho sai da toca (mesmo achando o jogo infantil), e querem ganhar dos pequenos, reclamam com os menores. No desenho, o Matheus nem se ligou no tronsmon e desenhou o que quis - uma caveira fumando um... É bem aquela conversa que tivemos sobre não ser criança e nem jovem, influências e força, na última sexta.
espero que não tenha ficado muito corrido, deixem os comentários necessérios, beijocas,
João pequeno.
Proposta de atividade com as crianças montada na reunião do dia 20/03
- Brincadeira
- Leitura do livro 'Com prazer e alegria' da Ana Maria Machado e Claudius
- Elaboração de uma história coletiva com o objetivo de conversar sobre violência e questões de gênero.
Conflitos da história coletiva que gostaríamos de fazer com as crianças:
Tuan queria dançar. Em noites sem luar, escapava pelo canavial e dançava ao som dos sapos coaxantes. Um dia, Jaça viu Tuan saindo de seu barraco e resolveu segui-lo. Viu Tuan matar cobras, cortar a trilha pelo canavial e dançar alegremente na beira do rio... E agora, o que Jaça vai fazer?
Inaê cresceu ao som da viola de seu pai. Seu sonho era tocar esse instrumento que tanto a fascinava, mas seu pai não deixava e toda vez que a via admirando a viola, dizia:
- Deixe de bobagem menina! Isso é coisa de cabra-macho!
Chorando, Inaê corria para o cola da mãe que a consolava:
- Ô minha filha, quando eu era pequena, também queria tocar viola, e meu pai não deixava; desiste logo disso, seu pai nunca vai deixar...
Inaê pensou bastante e decidiu não desistir. Aproveitou que seu pai tinha sono pesado e um dia pegou a viola e saiu numa noite sem luar pelo canavial....
A idéia é que as crianças continuem contando cada uma das duas histórias, para depois conversarmos.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Educadores Presentes: Nara, Tira, Maria Emilia, Clayton, Melissa + 1 jornalista portenho
Educandos: Cida, Luzia, Fabiana, Aparecida, Leonor (primeira aula), Fabiano
Pensamos em uma aula de matemática, apresentando para eles uma medida muito presente na vida deles: 1 hectare. O Dênis ajudou nisso.
Desenhei com o giz um quadrado no chão da sala com suposto 1 metro de lado (defini esse quadrado como o "metro quadrado" = m²).... Acho que foi interessante para visualizar uma grandeza matemática na vida deles. Um hectare são 10 mil quadrados daquele
Depois iniciei uma discussão sobre o valor do metro quadrado: "POr quanto você compraria aquele metro quadrado?".... " Eu venderia".... " Eu trocaria o metro"... "vale uns 100 mil reais"...
Luzia comentou sobre a luta e a oposição do prefeito. Comentou sobre a idéia dele colocar os acampados em outra área...
Passamos a tentar jogar os porquês daquela área ser tão valiosa para o prefeito: Por que?
Falaram da Proximidade da cidade, da Anhanguera, terra boa... etc... Comentamos sobre as dificuldades de uma luta próxima à cidade. A pressão pela terra é maior. Mas também conversamos sobre as dificuldades de assentamentos distantes das cidades...
(Essa discussão ainda vai render muitos frutos, na minha opinião)... Mas a dura realidade é que há aqueles que lêeem e aqueles que não lêem ainda e por isso passamos para a alfabetização propriamente dita:
começou assim:
Depois pedimos para que eles guardassem as folhas desenhadas e escritas pois elas seriam utilizadas em outras aulas.
Avaliamos que, apesar da inicial confusao, a atividade foi bem boa. ate os alunos mais timidos se soltaram, perguntara m bastante e deu para atender as demandas de todos - os com mais dificuldade e os com menos (deu ate para falar de acento com a Fabiana).]
Relato escrito por Lucas o Tiradentes.
quarta-feira, 18 de março de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
Saudações
Abri este blog com o breve nome educadores elissabeth teixeira, que deve ser escrito tudo junto, porque parecia um nome comprimdo mas fácil de lembrar e contar aos outros.
Como havíamos conversado este espaço está destinado a postagem das experiências educacionais, uma espécie de diário de campo coletivo. Pode e deve ser usado para postar os relatos de cada dia de atividades, fotos e outros registros que tenhamos feito.
O ponto positivo é que este espaço já é um arquivo do trabalho, sem necessidade de entupirmos nossa caixa de e mail.
Sou virgem neste troço de blogs e ainda estou aprendendo a utiliar esta ferramenta. Se surgir alguma dificuldade para usar o blog, por favor, escrevam.
Acredito ser isso e somente isso,
bom proveito a todos,
valeu companheirada
terra livre, venceremos!