MST - 25 anos de luta!!!!

"Eu suplico aos deuses e aos demônios que protejam o Movimento Sem Terra e a toda sua linda gente que comete a loucura de querer trabalhar, neste mundo onde o trabalho merece castigo. (yo suplico a los dioses y a los diablos que protejan al movimiento sin tierra, y a toda su linda gente que comete la locura de querer trabajar, en este mundo donde el trabajo merece castigo)."
Eduardo Galeano – escritor


"O MST é a mais democrática organização social que o Brasil tem ou que já teve. Não esquece as necessidades individuais de cada um dos seus integrantes como costumam fazer as organizações políticas e é capaz de conjugá-las com as necessidades mais amplas da luta pela terra. Não só da luta pela terra, mas da luta pela emancipação do Brasil. Não só do Brasil como nação, mas dos brasileiros como gente."
Augusto Boal - diretor artístico do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ciranda - 17 de outubro de 2009

Relato da Gabi da Ciranda do dia 17/10/09

Fomos eu (Gabi), Pilar, Fabinho, Bruno e Ana Maria (dança).
Na sexta o carro da Ana Maria quebrou e ficamos sem transporte, mas o Beto que mora em casa nos emprestou o carro e no fim conseguimos ir para o acampamento e fazer nossa atividade.
Chegamos ao acampamento um pouco tarde, já era 09h30min, não tinha nenhuma criança no barracão. Então decemos em direção aos lotes com ajuda da Joyce e da Juju, passamos pela casa da Dienifer e vimos que a Cínthia e Tamires haviam mudado seu barraco de lugar, foram para os lotes, aliás, como muitas outras pessoas, desde a reunião com o INCRA estão se mudando para os lotes. Como a maioria das crianças agora se encontram lá, e ninguém de nós cinco conhecíamos essa parte do acampamento, decidimos descer até lá com ajuda das crianças. Primeiro passamos pelo barraco da Cínthia e ela nos disse que a Tamires estava na aula de informática e o Junior vendendo o leite da vaca deles nos outros barracos.
Descemos até a linha do trem, passamos pelo barraco da Soraia e o Samuel e a Paola (? ish deu branco) foram com a gente, o Junior nos encontrou e aproveitou que estava a cavalo e foi nos barracos mais longes, chamar a Jéssica e a Gabi, a Samara e a Paloma. Passamos também pelos barracos em construção da Lenira, D. Maria mãe da Telma e da Telma. O Junior voltou e nos disse que a Sueli mãe da Paloma e a mãe da Samara (esqueci o nome dela) queriam falar com gente. Conversamos com a Suely e com a mãe da Samara que não temos como passar em todos os barracos antes da ciranda e que o combinado é as crianças dos lotes nos esperarem as 9horas na linha do trem. --Aliás, conversamos isso com as mães de todas as crianças que passamos nos barracos, enfatizando bastante!!-- Subiram conosco o outro Samuel, a Paloma, o Allan e a Samara. As crianças nos levaram de volta ao barracão por um caminho muito torto que deu uma volta muito grande. E durante o caminho o Allan e o Samuel da Sueli deram um trabalhinho bom. Passamos por dentro da mina, mas antes passamos pela casa da Cida (que já é uma casa linda e aconchegante igual da minha bisavó de Minas) e o neto dela, o Hugo estava lá e foi para a atividade conosco. Foi uma hora e meia de caminhada e todos nós ficamos bem cansados, principalmente a Juju que na volta da Mina até o Barracão foi revezando no colo do Fabinho e do Bruninho.
Quando chegamos ao Barracão, estavam Matheus e Daniel, Richard, Alexandra, Jonas e João Pedro (? Filho da Alexandra). Estávamos muito cansados do passeio e resolvemos não fazer nenhuma atividade de correr ou ciranda e já era 11horas da manhã e logo menos as crianças (inclusive nós) ficariam com fome. -Antes de a atividade começar perguntei da Natália e do Rick e a Alexandra me disse que durante a semana a mãe e o padrasto da Natália haviam brigado e que ele havia seqüestrado (palavras da Alexandra) a Natália para o canavial e que o Sebastião tinha entrado no canavial e convencido ele de devolver a Natalia para a mãe e que depois disso a família toda (não sei se esse toda inclui o padrasto) tinham ido pra Limeira-. A Ana Maria começou a história perguntando do Boi da atividade passada e quase nenhuma das crianças tinha participado da atividade, só a Paola que não queria falar. Mas o Hugo resolveu falar mesmo sem saber nada (um fofo!). Quando a Paola resolveu contar a historia do Boi de Pernambuco, a Alexandra a atropelou e contou todo a historia sem dar espaço para as crianças. Ai mostramos o mapa que a Andréia tinha imprimido para a outra Ciranda e os estados de Pernambuco e do Maranhão estavam grifados. A Ana Maria começou a puxar a história, mas o Matheus ficava desconcentrando o Richard e atrapalhando a historia e o Samuel (da Soraia e a Juju) não conseguiam se concentrar. Mostrei as figuras dos bois pra eles e pra outras crianças durante a história o que atrapalhou um pouco e tive que as recolher. Mas o Samuel era só colocar uma figura do boi na mão dele que ele conseguia se concentrar na história.
Depois da História a Ana Maria puxou uma roda com o pandeiro e a matraca (?) e movimentações de bois, a perna, a cabeça e o corpo do boi. Essa idéia é bem legal, mas a maioria das crianças estavam tímidas e as que não estavam ficavam intimidadas pelas outras, como o Junior. Falamos da importância da música nas comemorações de bois e propusemos a montagem dos instrumentos. Primeiro fizemos a cuíca com as garrafas pet, o que causou a maior barulheira, pois tinha uma cuíca para cada uma delas e elas não conseguiam parar de gritar nas cuícas. O Hugo me mostrou que a Dienifer e a Paola estavam isoladas do outro lado do barracão escondidas, fui falar com elas e estavam muito estranhas desanimadas e não querendo brincar, diziam estar com dor de cabeça e o barulho incomodando muito. Convenci-as a entrarem no barracão e levei o material para montarem a cuíca. Nessa hora chegou a Jessica e a Gabi também desanimadas e meio tristes.
Tava um clima meio estranho entre as crianças, não sei se foi encanação minha. Depois da cuíca fizemos o chocalho e essa foi a parte que mais interessou as crianças, pois levamos tecidos e fitas e lantejoulas para enfeitá-los, e isso me pareceu mais divertido do que a confecção dos próprios instrumentos. Como não havia cano suficiente para fazer beliscofone para todos, combinamos que quem queria um beliscofne não iria fazer um chocalho, mas esse combinado não funcionou e acabou saindo briga porque algumas crianças tinham três instrumentos e outras dois. Já no fim da atividade vi o Ismael (? Marido da Branca) dando uma bronca na Jéssica e cheguei perto para ver o que era, ele estava ameaçando ela que a mãe dela ia brigar feio com ela porque ela e outras meninas tinham escrito de giz no barracão: “, Joyce piranha” e afastei ela do Ismael e conversamos ate decidirmos apagar o escrito, ela concordou comigo que aquilo não era legal e eu disse para o Ismael parar de dar bronca nela pois nos duas já tínhamos conversado, ai ele disse que a bronca era só porque ele achava que as meninas não deveriam brigar entre si e sim ser amigas. Mas a Jéssica ficou um tempão chorando e sem querer conversar comigo, pois estava com medo da mãe dela.
Depois foi a vez da Dienifer que emburrou porque a Gabi tinha roubado o beliscofone dela, mas na verdade não era a Gabi, era outra criança que já tinha ido embora, mas a Dienifer ficou brava culpando a Gabi e eu não consegui fazer as duas conversarem.
A Clarice chegou de carro com a Cida, para a nossa salvação, pois já era 1hora da tarde e se a Cida não levasse as crianças do lote de volta, nós que ainda teríamos que fazer. Conversamos com a Clarice e ela topou receber o pessoal da Casa Guadalupana, conversar com eles, e disse que podemos preparar a pipoca e o suco no seu barraco.
Voltei meio desanimada da atividade em si, não sei as confusões foram porque as crianças estavam cansadas de toda a volta que demos e nós também estávamos muito cansados, ou se a grande quantidade de mudanças do acampamento, o vai e volta de barracos, as confusões entre elas mesmas, as tensões do dia-a-dia, ou se a nossa proposta atual de tema não as interessa nenhum pouco e não tem nada a ver com suas realidades as deixaram mais dispersas, menos concentradas e arrumando mais brigas.Bom isso é tudo pessoal, me desculpem pelo tamanho, acabei de perceber que sou meio detalhista.
beijosss
Gabi

sábado, 10 de outubro de 2009

Ciranda 3 de outubro de 2009

3/10/2009
Planejamento

Começar o Ciclo das Histórias de Boi
Fazer bois de caixa de papelão
Levar mais caixas de papelão, tinta, papel crepon, papel laminado, lantejoulas.
Músicas e figuras de boi
Contar a história do Boi de Recife
Fazer uma dança de Ciranda.

Dúvida a respeito de com quem fica o boi?
No inicio pensamos em deixar o boi cada semana na casa de uma criança, fazendo uma dinâmica de pauzinhos para decidir quem seria ela e depois ir junto na casa dos pais e explicar a necessidade do boi ser bem cuidado.
Mas depois, resolvemos deixar os bois, protegidos em plástico dentro da escola, para que eles estejam inteiros até o final do Ciclo, para que então eles sejam divididos entre as crianças.
Como estaremos durante este mesmo ciclo, fabricando brinquedos e instrumentos musicais de sucata, este material pode ficar com elas, suprindo a necessidade de alguma coisa mais individual.

Relato da Larissa
Chegamos ao acampamento por voltas das 9:30 hs, e poucas crianças estavam no barracão, principalmente as que moram próximo: Jonas e Juliana, a Alexandra logo chegou co o filho João Pedro, e outras que não lembro agora. Assim tivemos que chamá-las nos barracos, eu e Andréa fomos de carro e ficaram brincando com as crianças a Raquel, o Pedro e a Natasha. Demoramos 1 hora para passar nos barracos, mas foi muito bom porque muitas crianças apareceram, apesar de ter sido um pouco demorado, elas vieram, muitas tiveram que pedir autorização para os pais (no caso vi pedirem para as mães) assim, enchemos o carro com 13 crianças, entre os pequeninos e maiores! Nosso “ajeitamento” para fazer caber todo mundo dentro do carro foi assim: ( eles foram entrando pra falar a verdade): os meninos foram na frente e as meninas atrás, mas como ficou bem desconfortável, e quente, uma das meninas foi na frente (ela tomou uma atitude interessante, não sei se não queria ir muito desconfortável, ou não se constrangeu em ir com os meninos na frente, o Nicolas e o Lucas! (vc se lembra Andréia , acho que foi a filha da Lenira, a menor). Muitos pequeninos, o Samuel, Rafael, uma pequenininha lindinha demais, irmã de uma maior...(anotei os nomes em uma das folhas com estórias do boi!Chegamos no barracão e o pessal tinha brincado muito...foi sugerido brincarmos com as crianças que chegaram conosco , mas o tempo estava curto já e começamos a historia.
Acabei misturando várias que tinha lido, no carro( ai ai reunão de planejamento!!!)...mas creio que deu certo, elas ficaram atentas, inclusive os maiores. Os intérpretes incorporaram os personagens. Começamos contando que uma amiga tinha me convidado para escutar uma historia , mas simulei que não queria escutar! Mas minha amiga insistiu e perguntou se eu conhecia alguma historia de boi, remeti ás crianças a pergunta, algumas disseram que sim, outras ficaram sem responder nada, foram pegas de surpresa! Brinquei que a única história que conhecia era da música do “Boi Boi Boi, boi da cara preta, leva essa crianças que tem medo de careta”, tentei tocar o pandeiro junto, saiu bem torto, mas chamou a atenção....continuei a historia e disse que não gostava desse boi, e minha amiga “ fictícia” me disse que era um boi que era muito bem tratado que participava de uma festa, e que morava em uma fazenda. Nesse momento entraram os personagens....o Pedro, era o dono do boi e da fazenda, iria viajar, então pediu para dois camaradas tomarem conta do boi , a Natasha e a Raquel?, os camaradas, ficaram cuidando do boi...(Todos montaram suas falas em cima das historias que lemos, e saiu maravilhoso!Conseguimos entreter as crianças).
Em um momento passou o cobrador de impostos e cobrou os camaradas, como eles não tinham dinheiro, o fiscal, Andréa, disse que iria levar o boi. O diálogo dos camaradas com o fiscal foi bem legal, mas infelizmente não lembro....(Acho que temos que criar umas falar e montar um diálogo só para colocar nos relatos..rs!)
O dono da fazenda volta e pergunta do boi, mas os camaradas ficam com medo de dizer que o fiscal tinha levado o boi e ele poderia estar morto.(Acho que troquei a Andréa, ela vira o Sr. Da vida que ressucita o boi). Como o boi estava morto, a festa não poderia acontecer ( o Pedro disse que ia comer o boi...rsss), assim o dono da fazenda chamou um curandeiro ou médico , o sr. Da Vida, que morava alí perto ( acabei de me dar conta que seria legal tentar adequar as historias na realidade local), que salvava os animais e até fazia eles ressucitarem, assim sr. da Vida (Andréa) ressucita o boi e a festa poderá acontecer. O final foi meio truncado (acabou de repente!), mas foi bem lega...
Fizemos os combinados, algumas já tinham trabalhado com pintura da outra vez e seguiram os combinados, mas outras, principalmente os maiores são mais autônomos, e queria fazer do seu jeito, o que é normal, acredito! Separamos em grupos e as crianças menores ficaram em um grupo só ( bem , fui eu quem foi atravessando e pegando na mão dos pequeninos...sorte que alguém puxou a explicação que os menores são iguais aos outros e que só estavam em outro grupo porque são pequenos para assim não se machucarem, mas tb aprendem coisas diferentes dos maiores, que tem apenas mais experiência, não falei isso na hora, mas devia ter falado...)
O início foi tulmultuado na distribuição das tintas e quem ia pintar o que , talvez devemos pensar em outras alternativas...ex: se somos 5 e temos cinco grupos temos que dar um jeito de organizar o material antes e cada um ficar com um grupo e durante a atividade ajudar o grupo a se organizar! Também temos que arrumar mais potes de água e pano...elas ficam desesperadas depois que se sujam e querem lavar as mãos e enfiam as mãozinhas no potão...tb queria ter uma mãozinha porque dá uma aflição mesmo...Os bois foram ficando coloridos, algumas crianças maiores foram recortando os papéis, como a Joice, e precisava de caneta, foi um pouco complicado porque essa hora eu estava anotando os nomes e idades de quem estava aí a acabou que atrapalhei! O tempo estava bem curto e tivemos que ir direcionando a brincadeira para o final pq tínhamos que levar as crianças de volta! Tentei puxar um “teatrinho” pq eles já estavam bem dispersos, enquanto arrumávamos as coisas...Pedimos ajuda para pegar os restos de papel e os pequenos foram os que mais se prontificaram a ajudar! Bem, os maiores “brincaram de se pintar”, e corriam uns atrás dos outros, Mateus e Lucas (maior) causaram, a Tati e as outras até a “brincadeira de pintura” começar ficaram encostadas e sentadas com cara de “que chato”!
Mas foi muito legal, acho que nossa organização e preparação com as atividades estão bem desenhadas, mas creio que temos que fazer mais combinados para as situações que ficamos um pouco confusos...acho que por enquanto é só!!!