Relato da Gabi da Ciranda do dia 17/10/09
Fomos eu (Gabi), Pilar, Fabinho, Bruno e Ana Maria (dança).
Na sexta o carro da Ana Maria quebrou e ficamos sem transporte, mas o Beto que mora em casa nos emprestou o carro e no fim conseguimos ir para o acampamento e fazer nossa atividade.
Chegamos ao acampamento um pouco tarde, já era 09h30min, não tinha nenhuma criança no barracão. Então decemos em direção aos lotes com ajuda da Joyce e da Juju, passamos pela casa da Dienifer e vimos que a Cínthia e Tamires haviam mudado seu barraco de lugar, foram para os lotes, aliás, como muitas outras pessoas, desde a reunião com o INCRA estão se mudando para os lotes. Como a maioria das crianças agora se encontram lá, e ninguém de nós cinco conhecíamos essa parte do acampamento, decidimos descer até lá com ajuda das crianças. Primeiro passamos pelo barraco da Cínthia e ela nos disse que a Tamires estava na aula de informática e o Junior vendendo o leite da vaca deles nos outros barracos.
Descemos até a linha do trem, passamos pelo barraco da Soraia e o Samuel e a Paola (? ish deu branco) foram com a gente, o Junior nos encontrou e aproveitou que estava a cavalo e foi nos barracos mais longes, chamar a Jéssica e a Gabi, a Samara e a Paloma. Passamos também pelos barracos em construção da Lenira, D. Maria mãe da Telma e da Telma. O Junior voltou e nos disse que a Sueli mãe da Paloma e a mãe da Samara (esqueci o nome dela) queriam falar com gente. Conversamos com a Suely e com a mãe da Samara que não temos como passar em todos os barracos antes da ciranda e que o combinado é as crianças dos lotes nos esperarem as 9horas na linha do trem. --Aliás, conversamos isso com as mães de todas as crianças que passamos nos barracos, enfatizando bastante!!-- Subiram conosco o outro Samuel, a Paloma, o Allan e a Samara. As crianças nos levaram de volta ao barracão por um caminho muito torto que deu uma volta muito grande. E durante o caminho o Allan e o Samuel da Sueli deram um trabalhinho bom. Passamos por dentro da mina, mas antes passamos pela casa da Cida (que já é uma casa linda e aconchegante igual da minha bisavó de Minas) e o neto dela, o Hugo estava lá e foi para a atividade conosco. Foi uma hora e meia de caminhada e todos nós ficamos bem cansados, principalmente a Juju que na volta da Mina até o Barracão foi revezando no colo do Fabinho e do Bruninho.
Quando chegamos ao Barracão, estavam Matheus e Daniel, Richard, Alexandra, Jonas e João Pedro (? Filho da Alexandra). Estávamos muito cansados do passeio e resolvemos não fazer nenhuma atividade de correr ou ciranda e já era 11horas da manhã e logo menos as crianças (inclusive nós) ficariam com fome. -Antes de a atividade começar perguntei da Natália e do Rick e a Alexandra me disse que durante a semana a mãe e o padrasto da Natália haviam brigado e que ele havia seqüestrado (palavras da Alexandra) a Natália para o canavial e que o Sebastião tinha entrado no canavial e convencido ele de devolver a Natalia para a mãe e que depois disso a família toda (não sei se esse toda inclui o padrasto) tinham ido pra Limeira-. A Ana Maria começou a história perguntando do Boi da atividade passada e quase nenhuma das crianças tinha participado da atividade, só a Paola que não queria falar. Mas o Hugo resolveu falar mesmo sem saber nada (um fofo!). Quando a Paola resolveu contar a historia do Boi de Pernambuco, a Alexandra a atropelou e contou todo a historia sem dar espaço para as crianças. Ai mostramos o mapa que a Andréia tinha imprimido para a outra Ciranda e os estados de Pernambuco e do Maranhão estavam grifados. A Ana Maria começou a puxar a história, mas o Matheus ficava desconcentrando o Richard e atrapalhando a historia e o Samuel (da Soraia e a Juju) não conseguiam se concentrar. Mostrei as figuras dos bois pra eles e pra outras crianças durante a história o que atrapalhou um pouco e tive que as recolher. Mas o Samuel era só colocar uma figura do boi na mão dele que ele conseguia se concentrar na história.
Depois da História a Ana Maria puxou uma roda com o pandeiro e a matraca (?) e movimentações de bois, a perna, a cabeça e o corpo do boi. Essa idéia é bem legal, mas a maioria das crianças estavam tímidas e as que não estavam ficavam intimidadas pelas outras, como o Junior. Falamos da importância da música nas comemorações de bois e propusemos a montagem dos instrumentos. Primeiro fizemos a cuíca com as garrafas pet, o que causou a maior barulheira, pois tinha uma cuíca para cada uma delas e elas não conseguiam parar de gritar nas cuícas. O Hugo me mostrou que a Dienifer e a Paola estavam isoladas do outro lado do barracão escondidas, fui falar com elas e estavam muito estranhas desanimadas e não querendo brincar, diziam estar com dor de cabeça e o barulho incomodando muito. Convenci-as a entrarem no barracão e levei o material para montarem a cuíca. Nessa hora chegou a Jessica e a Gabi também desanimadas e meio tristes.
Tava um clima meio estranho entre as crianças, não sei se foi encanação minha. Depois da cuíca fizemos o chocalho e essa foi a parte que mais interessou as crianças, pois levamos tecidos e fitas e lantejoulas para enfeitá-los, e isso me pareceu mais divertido do que a confecção dos próprios instrumentos. Como não havia cano suficiente para fazer beliscofone para todos, combinamos que quem queria um beliscofne não iria fazer um chocalho, mas esse combinado não funcionou e acabou saindo briga porque algumas crianças tinham três instrumentos e outras dois. Já no fim da atividade vi o Ismael (? Marido da Branca) dando uma bronca na Jéssica e cheguei perto para ver o que era, ele estava ameaçando ela que a mãe dela ia brigar feio com ela porque ela e outras meninas tinham escrito de giz no barracão: “, Joyce piranha” e afastei ela do Ismael e conversamos ate decidirmos apagar o escrito, ela concordou comigo que aquilo não era legal e eu disse para o Ismael parar de dar bronca nela pois nos duas já tínhamos conversado, ai ele disse que a bronca era só porque ele achava que as meninas não deveriam brigar entre si e sim ser amigas. Mas a Jéssica ficou um tempão chorando e sem querer conversar comigo, pois estava com medo da mãe dela.
Depois foi a vez da Dienifer que emburrou porque a Gabi tinha roubado o beliscofone dela, mas na verdade não era a Gabi, era outra criança que já tinha ido embora, mas a Dienifer ficou brava culpando a Gabi e eu não consegui fazer as duas conversarem.
A Clarice chegou de carro com a Cida, para a nossa salvação, pois já era 1hora da tarde e se a Cida não levasse as crianças do lote de volta, nós que ainda teríamos que fazer. Conversamos com a Clarice e ela topou receber o pessoal da Casa Guadalupana, conversar com eles, e disse que podemos preparar a pipoca e o suco no seu barraco.
Voltei meio desanimada da atividade em si, não sei as confusões foram porque as crianças estavam cansadas de toda a volta que demos e nós também estávamos muito cansados, ou se a grande quantidade de mudanças do acampamento, o vai e volta de barracos, as confusões entre elas mesmas, as tensões do dia-a-dia, ou se a nossa proposta atual de tema não as interessa nenhum pouco e não tem nada a ver com suas realidades as deixaram mais dispersas, menos concentradas e arrumando mais brigas.Bom isso é tudo pessoal, me desculpem pelo tamanho, acabei de perceber que sou meio detalhista.
beijosss
Gabi
Voltei meio desanimada da atividade em si, não sei as confusões foram porque as crianças estavam cansadas de toda a volta que demos e nós também estávamos muito cansados, ou se a grande quantidade de mudanças do acampamento, o vai e volta de barracos, as confusões entre elas mesmas, as tensões do dia-a-dia, ou se a nossa proposta atual de tema não as interessa nenhum pouco e não tem nada a ver com suas realidades as deixaram mais dispersas, menos concentradas e arrumando mais brigas.Bom isso é tudo pessoal, me desculpem pelo tamanho, acabei de perceber que sou meio detalhista.
beijosss
Gabi